Polícia investiga o calibre de arma que baleou garoto no Rio

Menino de 12 anos foi atingido na cabeça enquanto jogava bola; bala pode ter vindo de favelas ou de prédios

Talita Figueiredo, especial para O Estado de S. Paulo,

03 de dezembro de 2007 | 19h35

A polícia quer saber qual o calibre da arma que baleou na cabeça o menino H.R., de 12 anos, quando ele jogava futebol com amigos no início da noite de sábado, num clube no Alto Leblon (bairro de classe alta do Rio). O garoto, que está com a bala alojada na cabeça, permanecia internado em estado grave no CTI do Hospital Miguel Couto. Policiais da 14.ª Delegacia de Polícia estiveram na manhã desta segunda-feira, 3, no clube Federal examinando a localização do campo de futebol. Ainda não se sabe se o tiro partiu de um prédio próximo ao clube, ou de uma das duas favelas vizinhas ao bairro, Vidigal e Rocinha. O delegado Rafael Menezes disse que já conseguiu com o hospital três chapas das tomografias realizadas que mostram a bala e onde ela se alojou. Os exames serão encaminhados ao Instituto Carlos Éboli para saber se a bala é de fuzil, pistola ou revólver. A quadra onde H.R. jogava bola é alugada pelo clube para terceiros. Nos últimos tempos, vizinhos reclamavam do barulho provocado pelas partidas de futebol, principalmente nos fins de semana. Hugo e seus pais, o empresário do ramo de informática José Augusto Cavalcante e a designer Sandra Rocha Cavalcante, se mudaram há pouco tempo para Itaipu, na região oceânica de Niterói, para fugir da violência do Rio de Janeiro. Eles estavam no clube participando de uma festa.

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