Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Polícia investiga se excesso de pessoas e falha em carro causaram acidente da Tijuca

Queda de estrutura da Unidos da Tijuca deixou 12 feridos na noite desta segunda na Sapucaí; capacidade seria de dez ocupantes, mas teria mais gente no momento do acidente. Delegada também citou falha em pistão

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2017 | 21h38

RIO - A delegada Aparecida Mallet, responsável pelas investigações do acidente com o carro alegórico da Unidos da Tijuca que desabou parcialmente durante o segundo desfile do Grupo Especial de 2017, disse investigar a possibilidade de excesso de pessoas como causa do acidente, que feriu doze integrantes da escola.

Segundo a policial, a apuração inicial  indica que a alegoria poderia suportar no máximo dez pessoas, mas o número de ocupantes da parte mais alta do veículo, que representava a cidade de Nova Orleans (EUA) no enredo sobre a música negra nos Estados Unidos e no Brasil, era maior. A hipótese de sobrepeso por superlotação teria sido levantada a partir de depoimento de um operador técnico do carro.

"Esse operador, preliminarmente, em declarações, afirmou que, provavelmente, o motivo do acidente foi o excesso de peso em cima do caminhão. O caminhão tem uma capacidade de peso quando está parado e outra quando está em movimento. Ele acredita que a capacidade desse veículo seria de dez pessoas e muitas outras estavam no local", disse a delegada em entrevista ao RJTV, da Rede Globo. 

Ao Jornal Nacional, a delegada afirmou ainda que a perícia preliminar no carro alegórico “constatou que houve uma falha em um dos pistões de sustentação da parte hidráulica do veículo”.

Duas vítimas do acidente, cujos nomes não tinham sido divulgados oficialmente até a noite desta terça-feira, 28, ainda estão hospitalizadas. Seu estado de saúde é estável, informou a Polícia Civil, por meio de sua assessoria de imprensa.

Risco. Quatro acidentes com carros alegóricos, um no primeiro dia de desfile e três no segundo, fizeram deste um carnaval atípico e dramático para as escolas de samba do Grupo Especial do Rio. Os dois dias de apresentação somaram ao menos 32 feridos, dos quais cinco permaneciam internados até a noite desta terça-feira, 28.

O carro da Paraíso do Tuiuti foi levado novamente para a Sapucaí, onde passou por uma nova perícia. Ele está com a roda que dá direção ao carro, apelidada “roda maluca”, quebrada.  O carro da Unidos da Tijuca também passou por perícia na Cidade do Samba.

A Polícia, que abriu inquéritos na 6. ª DP (Cidade Nova) para investigar os dois acidentes, já ouviu um diretor da Tijuca e um representante da empresa responsável pelo carro que desabou. Cinco das 32 vítimas seguiam internadas, sem previsão de alta médica.

Das três vítimas da Paraíso do Tuiuti, o caso mais grave é de Maria de Lurdes de Moura, de 58 anos, que respira por aparelhos. Ela está no Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio. Já Elisabeth Ferreira Jofre, de 55 anos, e Lucia Regina de Mello Freitas, de 56 anos, apresentam quadro estável.  As duas vítimas do acidente que envolveu a Unidos da Tijuca estão estáveis.

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