Wilton Junior/ Estadão
Wilton Junior/ Estadão

Polícia Militar e Forças Armadas realizam operação na Rocinha

Policiais e militares também atuam na comunidade do Vidigal, na zona sul do Rio; ação provocou diversos tiroteios na região

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 05h09

RIO DE JANEIRO - A Polícia Militar realiza desde a manhã desta quarta-feira (25) uma operação policial de combate ao tráfico de drogas nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na zona sul do Rio. Houve confrontos ao longo da manhã, sem registro de feridos.

Até as 16h45, uma pessoa havia sido presa acusada de lançar rojões a mando do tráfico, para avisar os traficantes sobre a presença da polícia. Com ele foram apreendidos três morteiros.

No início da tarde, 915 militares do Exército chegaram à Rocinha para realizar “o cerco e a segurança do perímetro, contribuindo para a realização do rodízio periódico das tropas policiais responsáveis pelo patrulhamento da comunidade”. Até o fim da tarde não havia registro de confrontos durante essa atividade.

A operação da Polícia Militar contra o tráfico provocou diversos tiroteios e gerou pânico entre moradores da Rocinha e do Vidigal. Um dos momentos de maior tensão ocorreu por volta das 11h, quando o barulho de tiros foi ouvido até do campus da PUC-Rio, na Gávea (zona sul), que fica perto numa área nobre perto das favelas.

Ainda pela manhã, cinco policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), um dos batalhões que participaram da operação de combate ao tráfico, foram atacados por abelhas enquanto caminhavam pela mata na favela do Vidigal. Eles chegaram a ser levados ao Hospital Municipal  Miguel Couto, na Gávea, mas já foram liberados e passam bem.

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