Polícia pede ao MP a prisão de PMs acusados de estupro no Rio

Inquérito sobre a participação de quatro policiais militares da UPP do Jacarezinho no estupro de três mulheres foi concluído nesta sexta

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

08 Agosto 2014 | 18h56

RIO - A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira, 8, o inquérito sobre a participação de quatro policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Jacarezinho, na zona norte do Rio, no estupro de três mulheres, entre elas uma adolescente de 16 anos. O delegado Niandro Lima, titular da 25ª DP (Engenho Novo), responsável pelo caso, pediu ao Ministério Público a prisão preventiva dos quatro PMs.

Eles estão detidos na Unidade Prisional da PM desde terça-feira, quando foram presos em flagrante após o estupro das mulheres, que ocorreu na madrugada daquele dia. A Polícia Civil informou que o inquérito seria entregue nesta sexta ao Ministério Público do Rio, a quem cabe o oferecimento de denúncia à Justiça. Os quatro PMs foram indiciados pelo artigo 232 do Código Penal Militar (constranger mulher a conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça), além de abuso de autoridade.

Apontado como o mais violento dos quatro, o soldado Anderson Farias da Silva, de 33 anos, foi indiciado também pelo roubo do celular de uma das vítimas. Os outros presos são os soldados Gabriel Machado Mantuano, de 21 anos, Renato Ferreira Leite, de 32, e Wellington de Cássio Costa Fonseca, de 30. Em depoimento, Fonseca negou ter participado do estupro. Segundo ele, Gabriel Machado e Anderson Farias praticaram os abusos, enquanto Renato Leite iluminava o ambiente com a luz do celular. 

Nesta sexta, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, reiterou que quer a expulsão sumária dos PMs. “O processo de expulsão corre em 30 dias, mas estou acompanhando de perto e espero expulsá-los em bem menos tempo que isso”.

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