Polícia prende 6 em caçada por suspeito de assaltar turista

Prentes de Rodrigo Carvalho Cruz dizem que o rapaz fugiu da favela depois do assalto ter ganhado destaque

Clarissa Thomé, do Estadão,

23 de novembro de 2007 | 17h15

Cerca de 150 policiais participaram de uma operação nas favelas Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, na zona sul, em busca de Rodrigo Carvalho Cruz, o Tico, de 20 anos, suspeito de ter provocado a morte do turista italiano Giorgio Morassi, de 29 anos, na segunda-feira passada. Houve intensa troca de tiros e moradores da área entraram em pânico.   Agentes da Coordenadora de Recursos Especiais (Core), da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), de duas delegacias da zona sul e do Batalhão da Polícia Militar do Leblon começaram a subir ao morro por volta das 10 horas. Eles foram recebidos a tiros. Os criminosos chegaram a jogar uma bomba caseira contra os policiais, que não explodiu.   Motoristas que passavam pela Rua Teixeira de Melo chegaram a abandonar seus carros, por medo do tiroteio. Não houve feridos, segundo a polícia. Durante a operação, os policiais detiveram seis pessoas. Tico não foi encontrado. Dois parentes dele foram levados para a Deat para prestar depoimento. Segundo informação de policiais, Tico teria fugido da favela.   O rapaz foi reconhecido por Victor Morassi, irmão de Giorgio, como o homem que roubou o cordão de ouro de seu pai, Graziano Morassi, na segunda-feira. Giorgio perseguiu o assaltante, que estava de bicicleta. Os dois caíram no asfalto e Giorgio morreu atropelado por um ônibus. O assaltante conseguiu fugir. A família veio ao Brasil para o casamento de Victor, que estava marcado para este sábado. A cerimônia foi adiada. O corpo de Giorgio foi cremado na quinta-feira.

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