Polícia prende suspeito de chefiar milícia Liga da Justiça no Rio

Ex-policial militar Marcos José de Lima Gomes, conhecido como Gão, estava foragido do sistema penitenciário desde 2010

THAISE CONSTANCIO, O Estado de S. Paulo

06 Agosto 2014 | 11h45

RIO - O ex-policial militar Marcos José de Lima Gomes, de 38 anos, conhecido como Gão, foi preso na noite desta terça-feira, 5, em Cosmos, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele é apontado como chefe da Liga da Justiça, maior e mais violenta milícia da zona oeste. Com ele, os policiais da Divisão de Homicídios da Capital  (DH/Capital) apreenderam um fuzil e outros armamentos que não foram descritos.

Gão estava foragido do sistema penitenciário desde 2010. Com a prisão, foi cumprido mandado de prisão pendente por formação de quadrilha expedido pela Vara de Execuções Penais (VEP).

O miliciano substituiu o ex-policial Toni Ângelo Souza Aguiar, conhecido como Erótico, na chefia da quadrilha desde sua prisão em julho do ano passado. Aguiar foi preso depois de assassinar o agente penitenciário Anderson Terra dos Santos em uma boate em Campo Grande. O agente foi morto com três tiros e Erótico foi atingido no rosto e atendido no Hospital Oeste D'Or. Na ocasião, Gão foi à boate e tirou todas as câmeras de segurança para não identificar os envolvidos. Terra dos Santos era filho do também miliciano Júlio César Oliveira dos Santos, o Julinho Tiroteio, que está preso.

Em outra ocorrência, em janeiro de 2009, Gão e Erótico foram liberados pela Justiça depois de serem flagrados por uma câmera do circuito interno do estacionamento de um shopping em Campo Grande circulando com armas, sem o uniforme da PM.

De acordo com o portal Procurados.org.br, ligado ao Disque-Denúncia, pelas imagens é possível perceber que os dois procuravam alguém, que, segundo as investigações, seria um rival do grupo paramilitar do ex-deputado Natalino José Guimarães e seu irmão, o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho. Os irmão milicianos foram presos e respondem por formação de quadrilha, por financiar a milícia na região oeste do Rio.

Em junho de 2009, Gão, foi preso novamente na Operação Temis, da Polícia Civil. Na ação foram presos 43 acusados de fazer parte da milícia.

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