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Polícia prende três suspeitos de matar congolês Moïse em quiosque na Barra da Tijuca

Delegacia de Homicídios não divulga nomes dos detidos; delegado nega que eles trabalhassem no quiosque Tropicália

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2022 | 21h08

Três suspeitos de agredir até à morte o congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, foram presos nesta terça-feira, 1, pela Polícia Civil do Rio. O delegado Henrique Damasceno, responsável pelas investigações na Delegacia de Homicídios na Barra da Tijuca, não confirmou os nomes dos três homens. Segundo o policial, eles vão ser indiciados por homicídio duplamente qualificado, por impossibilitar a defesa da vítima e por uso de meio cruel. 

De acordo com o policial, o dono do quiosque Tropicália, onde o crime aconteceu, não estava no local durante o espancamento, foi solícito e colaborou com as investigações Polícia. Mais cedo, Alisson Cristiano Alves de Oliveira, conhecido como Dezenove e apontado como um dos autores do crime, apresentou-se para depor. Outros dois homens, conhecidos como Tota e Belo, também foram identificados como participantes do espancamento do congolês, que levou pauladas e golpes de taco de beisebol.

Policiais da Delegacia de Homicídios chegaram aos três suspeitos a partir de imagens de câmeras de segurança. A polícia negou que eles trabalhassem no Tropicália. Em um matagal próximo, foi apreendido um porrete.

Na segunda-feira, 24, o congolês teria ido, segundo sua família, cobrar um pagamento que ainda não recebera do dono do quiosque, identificado como Fábio. O proprietário não estava. Houve discussão com um homem que estaria no lugar de um funcionário que seria o único com vínculo empregatício com o Tropicália. Uma câmera de segurança registrou quando o congolês tentou abrir uma geladeira, para pegar algo, e  foi impedido. Foi quando a confusão virou briga. Moïse foi derrubado e espancado, no chão, até não ter mais sinais de vida.

Alisson apresentou-se à 34 DP (Bangu) e foi conduzido à Delegacia de Homicídios (DH) da capital, na Barra da Tijuca, onde prestou depoimento. Policiais da  DH conseguiram falar por telefone com Tota. O rapaz aceitou se apresentar à polícia como testemunha. Os policiais iam ao seu encontro na estação ferroviária de Santa Cruz (zona oeste) para conduzi-lo à DH.

Agentes da Homicídios estiveram nesta terça, 1, no Tropicália. O quiosque foi interditado por determinação da Secretaria Municipal de Ordem Pública.

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