FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Polícia quer descobrir motorista que levou menores até a Lagoa

Ônibus serviria para levar assaltantes de bicicleta da zona norte, onde há 'polo' de receptação de veículos roubados, à zona sul

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 15h12

RIO - Para descobrir quais dos três adolescentes apreendidos de fato participaram do assassinato do médico Jaime Gold, de 56 anos, investigadores da Delegacia de Homicídios querem agora saber quem foi o motorista do ônibus que levou os suspeitos até o local do crime, a Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro.

Motoristas da linha 462, que faz o trajeto entre São Cristóvão, na zona norte, e a Lagoa, foram ouvidos. De acordo com policiais, é esse ônibus que costuma levar os assaltantes de bicicletas das comunidades do Jacarezinho e Manguinhos, onde vivem os três jovens e funciona um "polo" de receptação de bicicletas roubadas, para a zona sul.

De acordo com motoristas que já prestaram depoimento, eles costumam entrar sem pagar, segundo um "trato" informal com os funcionários, e levam sempre uma bicicleta dentro do veículo, a que utilizariam para se deslocar na Lagoa e abordar as vítimas.

Audiência. A Justiça marcou para a próxima segunda-feira, 8, uma audiência onde serão ouvidos os dois últimos adolescentes apreendidos nas investigações, de 17 e de 15 anos. O último deles se apresentou na terça-feira, 2, com uma irmã e confessou o crime, dizendo estar sob "forte pressão psicológica". 

Em depoimento na Delegacia de Homicídios, ele ainda inocentou o primeiro adolescente apreendido, de 16 anos, e afirmou que quem deu as facadas foi o segundo a ser pego pela Polícia Civil. Este, por sua vez, apreendido no dia 27 de maio, também confessou o crime, mas incriminou o jovem de 16 anos.

O Ministério Público ouviu, ainda nesta terça-feira, o terceiro adolescente que se apresentou à polícia. No mesmo dia, representou contra esse jovem que se entregou, por ato infracional análogo ao crime de latrocínio. Os três processos, cada um referente a um adolescente, vão correr separados e em segredo de Justiça, diz o MP.

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