Polícia quer ouvir testemunhas sobre balas perdidas no Rio

Dos cinco atingidos na virada do ano, em Copacabana, apenas dois continuam internados

02 de janeiro de 2008 | 15h09

A polícia deve ouvir ainda nesta quarta-feira, 2, testemunhas que estariam ao lado das vítimas na hora em que elas foram atingidas por balas perdidas durante a queima de fogos do réveillon em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. A expectativa dos policiais é de que a partir dos depoimentos seja possível iniciar os trabalhos para identificar de onde os disparos partiram e se os disparos podem ter sido feitos pela mesma pessoa.  Das cinco vítimas das balas perdidas, quatro delas estavam na Avenida Atlântica (duas estavam próximas à Rua Santa Clara, uma perto da Rua Bolívar, uma na altura da Rua Figueiredo Magalhães). O quinto baleado foi atingido no ombro quando estava na Avenida Nossa Senhora de Copacabana.  A polícia também investiga a morte de Elias Gabriel Batista da Silva, de 29 anos. Ele levou um tiro quando participava da festa de réveillon em Ipanema. De acordo com os policiais, ele pode ter se envolvido em uma briga.  Elias Gabriel Batista, de 29 anos, morreu na manhã de terça-feira, depois de ter sido baleado no abdome, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, durante a festa de réveillon. A polícia tem informações de que o rapaz havia se envolvido numa briga. A morte de Batista está sendo investigada pela 14.ª Delegacia de Polícia (Leblon). "Ao que tudo indica, nesse caso não foi bala perdida. O tiro foi direcionado para ele", comentou um policial. O corpo dele vai ser enterrado na tarde desta quarta, no cemitério São João Batista. Duas pessoas atingidas pelos disparos em Copacabana continuam internadas. Batista tinha quatro passagens pela polícia por desacato, desobediência, lesão corporal e resistência.

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