Reprodução/Google Street View
Reprodução/Google Street View

Policial civil mata ex-sogros e se suicida em Niterói

Homem tentou fugir com a filha, de 5 anos, mas foi surpreendido pela chegada da ex-mulher

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2017 | 19h34

RIO - O policial civil Marcelo Flávio Camardella Bravo, de 41 anos, separado havia oito meses, invadiu a casa dos ex-sogros, em Niterói (região metropolitana do Rio), matou os dois e depois se matou, na manhã desta quinta-feira, 22.

Após a separação, feita contra a vontade do policial, sua ex-mulher tinha ido morar com os pais e levou a filha do casal, de 5 anos. Por volta das 10h30 desta quinta, Bravo, que trabalhava na 24ª DP, em Piedade (zona norte do Rio), invadiu a casa dos sogros, na Rua Airosa Galvão. A ex-mulher não estava, e o policial imediatamente atirou contra o ex-sogro, matando-o. A ex-sogra tentou fugir e foi alvejada também, mas não morreu imediatamente.

O policial pegou a filha e tentou fugir, mas sua ex-mulher chegou. Bravo então desistiu de sair da casa, agrediu a ex-mulher com coronhadas na cabeça e disparou mais tiros contra a ex-sogra, que ainda estava viva.

A ex-mulher pegou a filha e correu em direção ao banheiro, onde pretendia se esconder, mas, antes que se trancasse, o policial atirou contra a própria cabeça, se matando. O caso foi registrado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.

O crime causou espanto entre os moradores da Rua Airosa Galvão. “Estava dentro de casa e ouvi entre seis e oito tiros. Corri para o terraço, mas não consegui ver nada. Achei que eram tiros na comunidade próxima. Uns 20 minutos depois, a cuidadora da minha mãe me chamou para ver as imagens das câmeras da minha casa que estavam viradas para a rua. Vi muita gente correndo, e os tiros começaram de novo. Foram mais tiros que da primeira vez. Umas duas sequências. Uma mulher saiu da casa gritando ‘Cadê a polícia? Cadê a polícia?’. Logo depois, os carros da PM chegaram. Um dos policiais ainda tentou falar com ele (o autor do crime) e acalmá-lo, mas não conseguiu”, afirmou ao jornal “Extra” o aposentado Marco Aurélio Farias, de 45 anos, vizinho da casa onde ocorreu o crime.

 

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