Policial militar morre em tiroteio no Morro da Mangueira, no Rio

Soldado Thiago Rosa Coelha da Silva era integrante da UPP da comunidade; no mesmo confronto, outro agente foi ferido

THAISE CONSTANCIO E FÁBIO GRELLET, O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2014 | 12h45

RIO - Integrante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Mangueira, no Rio, o soldado PM Thiago Rosa Coelho da Silva morreu após ser baleado em tiroteio com criminosos no Morro da Mangueira, na zona norte. Um de seus colegas, o também soldado Ricardo Rodrigues Chaves, foi ferido no mesmo confronto.

O episódio foi o mais grave dos conflitos entre policiais militares e suspeitos ocorridos na noite de sexta-feira, 17, em comunidades apontadas pelo governo fluminense como pacificadas. Por causa desses confrontos, quatro favelas com UPPs tiveram o policiamento reforçado nas últimas 48 horas.

Silva, de 30 anos, foi atingido no peito e morreu no Hospital Quinta D''or, em São Cristóvão. Ele ingressara na PM em 2011 e sempre fora lotado na UPP da Mangueira. Chaves foi levemente ferido na perna e atendido no Hospital Central da Polícia Militar. PMs do Batalhão de Choque ocuparam a favela.

Antes do tiroteio, Lúcio Marco da Silva Lima Gomes, o Cara de Porco, de 20 anos, foi detido na favela por policiais do Grupamento Tático de Polícia de Proximidade (GTPP). Segundo a PM, ele estava com 210 papelotes de cocaína e R$ 289 e teria oferecido R$ 5 mil para ser liberado pelos policiais.

A quatro quilômetros dali, no Morro dos Macacos, também houve tiroteio na noite de sexta, mas os bandidos fugiram e aparentemente ninguém foi ferido. No Complexo do Alemão, também na zona norte, houve troca de tiros entre traficantes e policiais, na favela Nova Brasília.

Na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, na zona sul, uma sequência de tiroteios - primeiro entre traficantes de facções rivais e depois entre policiais e traficantes - causou pânico aos moradores na noite de quinta-feira, 16.

O túnel Alaor Prata, conhecido como Túnel Velho, que liga os bairros de Copacabana e Botafogo, precisou ser interditado pela prefeitura para que a PM atuasse sem colocar em risco motoristas e passageiros. Uma granada foi encontrada e removida da favela pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

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