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PM é morto em estacionamento de academia no Rio

Sargento da reserva foi baleado na cabeça quando chegava ao local; ataque deixou outros três feridos e Polícia Civil investiga o caso

Alfredo Mergulhão, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2016 | 15h29

RIO - O sargento da reserva da Polícia Militar (PM) do Rio Geraldo Antônio Pereira, de 56 anos, foi morto na manhã desta terça-feira, 17, por três homens encapuzados que o atacaram quando chegava à academia The Place, instalada no Novo Rio Country Club, no Recreio dos Bandeirantes (zona oeste do Rio). Pereira foi atingido por oito tiros. Um funcionário do clube e dois homens que, segundo testemunhas, acompanhavam o sargento também foram baleados, mas sobreviveram. Os criminosos fugiram.

A perícia contabilizou 32 marcas de tiros de fuzis e pistolas. A polícia investiga se houve reação ou se só o trio atirou. Os investigadores apuram se o caso tem ligação com milícias ou com a máfia dos caça-níqueis.

Pereira chegou à academia às 9h30, em um Corolla prata. Segundo testemunhas, era acompanhado por dois homens: Aurélio Gomes Ferreira, que seria segurança da vítima, e o ex-policial civil Hélio Machado da Conceição, o Helinho, ligado ao ex-deputado estadual Álvaro Lins, chefe da Polícia Civil do Rio entre 2000 e 2006 preso em 2008 acusado de envolvimento com o crime organizado.

Enquanto caminhava pelo estacionamento rumo à academia, Pereira foi atacado pelos três criminosos, encapuzados, que o aguardavam em um carro branco, estacionado no clube.

O modelo não foi identificado pelas testemunhas. Quando a vítima chegou, eles desceram do carro, atiraram, voltaram e fugiram. Atingido no pescoço, na cabeça e no peito, o sargento chegou a ser levado ao Hospital Riomar, na Barra da Tijuca (zona oeste), onde morreu.

Também atingido no peito, Helinho foi levado ao mesmo hospital, submetido a cirurgia e está fora de perigo, segundo a polícia. Ferreira foi atingido de raspão em uma perna. Um tiro atingiu também de raspão o braço de José Roberto Pontes Pereira, funcionário do clube que na hora do tiroteio estava na secretaria da academia. Os dois foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e passam bem. Pereira já foi liberado e prestou depoimento à Polícia Civil.

Quando o crime ocorreu havia pouca gente na academia - na piscina, a professora de natação atendia três alunos, dois de 2 e um de 10 anos. As mães aguardavam as crianças e ficaram apavoradas.

Uma das hipótese da polícia é que o crime tenha relação com milicianos e criminosos envolvidos com a máfia de caça-níqueis. Esta “é uma linha forte (de investigação), mas por enquanto não podemos excluir outras”, afirmou o delegado Pablo Rodrigues, um dos responsáveis pela investigação. Ele afirmou que Pereira e Helinho estavam juntos na hora do crime, mas não sabe se chegaram no mesmo carro.

Rodrigues também disse que ainda não está claro se Helinho e Pereira são amigos, sócios ou se Helinho era segurança de Pereira. O delegado também não sabe se Pereira era o único alvo da ação.

A polícia já recolheu imagens de três câmeras de segurança, mas as imagens não permitem identificar os bandidos, por causa dos capuzes. A polícia investiga se outros criminosos davam cobertura ao trio.

O delegado Rivaldo Barbosa, da Delegacia de Homicídios, tentou tomar o depoimento de Helinho no hospital Riomar, mas desistiu porque a vítima estava atordoado pelos medicamentos. Ele e a outra vítima ainda internada vão depor assim que receberem alta. /COLABOROU FÁBIO GRELLET

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