Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Por causa de obras, Bola Preta vai mudar de lugar neste ano

Avenida Rio Branco está fechada para obras do VLT; blocos de carnaval desfilarão pela Presidente Antônio Carlos

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2015 | 22h51

RIO - Com a expectativa de reunir 5 milhões de foliões, o carnaval de rua do Rio, que cresce desde o início dos anos 2000, já é tão atraente aos olhos dos turistas quanto o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, acredita a prefeitura. E, com o fechamento da Avenida Rio Branco para obras de preparação para a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), os blocos ganharão uma passarela de antigos carnavais.

Nesta quarta-feira, 7, a Riotur anunciou para o dia 24 a abertura oficial do circuito de blocos, que se estenderá até 22 de fevereiro. Foram autorizados 455 (dois a menos do que em 2014), por toda a cidade. 


Serão 600 desfiles (fora os não divulgados), no centro e nas zonas sul, norte e oeste. O número de banheiros químicos e mictórios crescerá 13% neste ano, chegando a 23.586 unidades. O de vendedores de bebida, credenciados previamente, passará de 5 mil para 7 mil. O número de foliões vindos de fora está estimado em 977 mil (ano passado, foram 918 mil). 

Rio Branco. O fechamento da Rio Branco não vai esfriar o carnaval de rua, garante o secretário de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello. Pela avenida passa o Bola Preta, maior bloco do Rio (com 1,3 milhão de pessoas) e outros gigantes, como Monobloco e Bloco da Preta (que ainda é dúvida para este carnaval). 

Os blocos foram deslocados para a Avenida Presidente Antônio Carlos, paralela da Rio Branco que, entre os anos 1974 e 1976, por causa das obras do metrô, também recebeu os desfiles das escolas de samba. A intenção é que a concentração fique na Praça 15 e o trajeto seja em direção à Avenida Beira-Mar - um trecho mais curto do que na Rio Branco, de 1,8 quilômetro, só que em via mais larga.

Na segunda-feira deve sair a programação dos blocos. Os 450 anos da cidade servem de pano de fundo à festa. A Antarctica é a cerveja patrocinadora e vai oferecer máquinas com fantasias em troca de latinhas, a serem mandadas para reciclagem. 

Organização. Segundo o secretário de Turismo, o patrocínio e a contratação de empresa Dream Factory (do grupo do empresário Roberto Medina, realizador do Rock in Rio) para a produção e organização da infraestrutura faz com que a Prefeitura poupe entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões. 

“A chegada da prefeitura organizou muito, especialmente na questão do lixo (ano passado foram recolhidas 14 toneladas) e dos banheiros. Antes não tínhamos nenhuma interlocução”, atesta Dodô Brandão, diretor do bloco Simpatia é Quase Amor, que desfila há 31 anos pelas ruas de Ipanema. “O carnaval de rua é hoje o grande chamariz do Rio. A Sapucaí só tem 70 mil lugares; a gente arrasta isso apenas no nosso primeiro dia de desfile.”

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