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Em crise, Hemorio suspende coleta de sangue neste domingo

Previsão é retomar atendimento na segunda; restrições financeiras do Estado também afetam educação e segurança pública

Antônio Pita, O Estado de S. Paulo

10 Abril 2016 | 12h15

RIO - A grave crise financeira do Estado do Rio de Janeiro afetou os serviços do Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio), órgão que capta e distribui sangue a pacientes em tratamento em mais de 200 unidades da rede estadual. O atendimento no local foi suspenso neste domingo, 10.

Os funcionários já tinham reduzido o horário de coleta na última semana, após dois meses sem receber os salários. De acordo com comunicado no site do Instituto, o atendimento foi suspenso em caráter "excepecional". A previsão é que nesta segunda-feira, 11, o atendimento ocorra normalmente, das 7h às 18h. "Contamos com a solidariedade de todos os nossos doadores e da população do Rio de Janeiro", informa o comunicado no site do Hemorio.

O Instituto tem cerca de 180 funcionários, dos quais 90% são terceirizados e com os salários atrasados. Segundo a assessoria de imprensa do instituto, os próprios médicos e enfermeiros têm realizado as funções administrativas no local para não interromper o atendimento. Ainda assim, a coleta de sangue teve horário reduzido desde a última terça-feira, 5.

Restrições. A crise financeira do Estado atinge também servidores de outras categorias, que deflagraram greve na última semana. Entre as categorias paralisadas estão policiais civis e funcionários do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), que atende crianças e adolescentes infratores.

Também professores e servidores da educação têm atividades paralisadas. Em apoio, os estudantes da rede estadual ocupam 15 escolas no Rio. Ao todo, a greve atinge parcialmente 33 categorias de servidores estaduais em órgãos como o Detran e o Instituto Médico Legal (IML).

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