Prédio que desabou no Rio estava com obra embargada

A prefeitura embargou em março a obra de ampliação do prédio que desabou na noite de quinta em Marechal Hermes (zona norte do Rio), provocando a morte de duas crianças e deixando outras 12 pessoas feridas. Os proprietários da construção, que passou de um para três andares, com direito à piscina de 30 mil litros no terceiro, já haviam sido multados cinco vezes, sendo a última punição aplicada há 11 dias. Na ocasião, de acordo com a Defesa Civil do município, o risco de desabamento foi constatado. Uma perícia será feita no local para identificar se houve erro de construção ou uso de material inadequado.Dona da casa, a professora Rosângela Fernandes, está hospitalizada. Seu marido, Gilberto Fernandes, se apresentou ontem à tarde na delegacia. Os proprietários serão indiciados por homicídio doloso, segundo a polícia. Até o início da noite, ele prestava depoimento. No primeiro andar da edificação morava o casal . Ali, Rosângela dava aulas de reforço para alunos do Ensino Fundamental. No segundo andar foi construído um salão para a realização de cultos evangélicos. No terceiro, na verdade um terraço, havia uma piscina e funcionaria em breve uma creche. Na tarde foram enterradas as duas crianças que morreram soterradas. Sara Cavalcante, 13, filha dos donos da casa, e Rafaela Lucena, 8, aluna da professora.

TALITA FIGUEIREDO,

28 Setembro 2007 | 20h20

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