Leo Correa/AP
Leo Correa/AP

Prefeito do Rio faz viagem oficial para Europa no meio do carnaval

Marcelo Crivella evitou tradicional desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí pelo segundo ano consecutivo

Thaise Constâncio, Especial para o Estado

12 Fevereiro 2018 | 16h27

RIO - O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), evitou, pelo segundo ano consecutivo, o desfile das escolas no sambódromo carioca. Ele partiu na noite de domingo, 11, primeiro dia das apresentações do Grupo Especial, para viagem oficial à Europa, que inclui passagens por Alemanha, Áustria e Suécia. Voltará na quinta-feira.

Criticado em 2017, seu primeiro ano no cargo, por não comparecer à Passarela do Samba durante o maior evento da cidade, o prefeito, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), chegou a anunciar que este ano iria ao evento. A IURD condena a festa. Nos dias que antecederam a folia, porém, Crivella assumiu postura e discurso contraditórios ao anúncio. Minimizou a importância do carnaval e, após hesitação e informações desencontradas, participou da tradicional entrega da chave da  cidade ao Rei Momo. Quem a entregou, porém, não foi Crivella, que evitou tocar no instrumento.

Em vídeo publicado em sua página oficial no Facebook, ele explica que vai à Frankfurt, na Alemanha, conhecer a Agência Espacial Europeia (ESA) e empresas que fornecem tecnologia de segurança. O objetivo, afirma, é implantá-las no Centro Operações Rio (COR), órgão da prefeitura que monitora clima e trânsito.

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"[A viagem é] para trazer soluções inovativas, tecnologia para melhorar a nossa segurança. Mas quinta-feira a gente está de volta. Só [estamos] aproveitando essa folguinha do carnaval para ir buscar uma coisa que o Rio está precisando. É claro que o Rio de Janeiro tem a Guarda Municipal, tem a Polícia Militar, tem a Força Nacional de Segurança, a Polícia Rodoviária, a Polícia Federal. Todos são muito importantes, mas nós precisamos também de tecnologia para trazer coisas boas e melhorar a segurança do Rio", disse o prefeito no vídeo.

A comitiva municipal é formada pelo chefe executivo do COR, Guilherme Sangineto; pelo diretor-presidente da Empresa Municipal de Informática (IplanRio), Fábio Pimentel de Carvalho; e uma pessoa identificada por Crivella apenas como coronel da Polícia Militar.

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Crivella fez questão de ressaltar que "todos os cuidados foram tomados para que o carnaval carioca seja incrível". Antes do carnaval de 2018, Crivella foi acusado de ser um prefeito "anticarnavalesco", por ter cortado pela metafe a subvenção às escolas de samba. O prefeito nega: diz que, devido à crise, precisou redirecionar verbas para setotes mais prioritários, como creches.

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