Prefeito e secretário de Mangaratiba, no Rio, são presos

Evandro Bertino Jorge e Sidney Ferreira estariam envolvidos em fraude de licitações; secretário de Comunicação está foragido

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 20h42

RIO - O prefeito de Mangaratiba (município da Região Metropolitana do Rio), Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, e o secretário municipal de Segurança e Ordem Pública, Sidney Ferreira, foram presos nesta sexta-feira, 17, por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ). O secretário de Comunicação, Roberto Pinto dos Santos, também foi alvo de ordem de prisão, mas estava foragido até a noite desta sexta. Todos responderão pelos crimes de fraude em licitações, falsificação de documentos, formação de quadrilha e coação de testemunhas no curso do processo.

Em novembro de 2014 foram apreendidas nas sedes da Prefeitura de Mangaratiba e do jornal O Povo, no Rio, documentos referentes a centenas de licitações irregulares, que embasaram o processo criminal. Estão envolvidas na fraude 44 pessoas, entre servidores do município e empresários.

A denúncia contra o prefeito e os dois secretários foi oferecida pelo subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Institucionais e Judiciais, Alexandre Marinho. Além da prisão, também foi decretada a indisponibilidade de bens do prefeito e de outros integrantes da quadrilha.

Em nota, Evandro Bertino Jorge afirmou que "repudia e nega veementemente todas as denúncias do Ministério Público". Sua defesa "vai interpor todos os recursos possíveis na Justiça para reverter sua prisão".

Itaguaí. Outra cidade da região metropolitana do Rio, Itaguaí também vive um momento de turbulência política. O prefeito Luciano Carvalho Mota (PSDB) foi afastado pela Justiça, no dia 31 de março, para que sejam apuradas irregularidades em licitações e desvios de verbas públicas, além dos crimes de responsabilidade, fraude à licitação, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime ambiental. O afastamento foi determinado pelo desembargador federal Paulo César Morais Espírito Santo, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Foram afastados também os secretários municipais de Assuntos Extraordinários, Amaro Ferreira Gagliardi, de Turismo, Ricardo Luis Rosa Soares, e de Transportes, Alex de Lucena Barboza, além dos policiais militares Márcio Soares de Oliveira e Silvio Siqueira Silva, responsáveis pela segurança particular de Mota.

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