Reprodução Google Maps
Reprodução Google Maps

Prefeitura derruba boxes ilegais de camelódromo no centro do Rio

Polícia Civil investiga envolvimento de milícias na comercialização de boxes construídos e vendidos de forma fraudulenta

Paulo Roberto Netto, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2018 | 11h54

SÃO PAULO - A Prefeitura do Rio de Janeiro derrubou 44 boxes do camelódromo da Uruguaiana durante operação de ordenamento urbano neste domingo, 20. De acordo com a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização, os boxes estavam em situação irregular.

A construção e venda desses boxes piratas é alvo de investigação da Polícia Civil, que aponta suspeita de participação de milícias na comercialização fraudulenta dos espaços, cujos valores podem chegar a R$ 3 milhões. De acordo com a Prefeitura, os boxes derrubados neste fim de semana haviam sido interditados em abril por não apresentar alvará de funcionamento.

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"A Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) já havia interditado os locais várias vezes, mas as ordens de interdição dos fiscais vinham sendo reiteradamente descumpridas pelos comerciantes", informa a Prefeitura do Rio.

O Mercado Popular da Uruguaiana, conhecido como Camelódromo da Uruguaiaia, é localizado na região central do Rio, área de grande circulação de pessoas e venda de produtos a baixo preço, como eletrônicos, roupas e acessórios para celular.

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No último dia 15, quatro pessoas foram presas durante ação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (DRACO/IE) na região. O grupo era acusado de explorar irregularmente os boxes do centro popular e praticar extorsões. 

Neste fim de semana, cerca de 70 agentes participaram da remoção dos boxes piratas. A prefeitura contou com o apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar e Light. Foram utilizados três caminhões, dez viaturas e uma retroescavadeira. Nenhuma mercadoria foi apreendida pois todas já haviam sido retiradas dos boxes pelos comerciantes antes da ação.

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A Prefeitura informa que, para a próxima semana, planeja um abrir um chamado para recadastramento dos comerciantes regularizados que atuam na região.

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