Prefeitura do Rio lança programa para tentar reduzir efeitos de mudanças climáticas

Iniciativas vão da construção de quatro piscinões para evitar as constantes enchentes ao mapeamento de riscos em áreas de encostas e à implementação de sirenes em 103 comunidades

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2015 | 17h02

RIO - Em meio à repercussão da crise hídrica, a prefeitura lançou nesta quinta-feira, 22, o Rio Resiliente, programa voltado a melhorar as condições da cidade para enfrentar as consequências das mudanças climáticas e os problemas urbanos. O projeto foi anunciado como “o primeiro do gênero no Hemisfério Sul”. O prefeito Eduardo Paes, que lidera até 2016 o C40, grupo de grandes cidades mundiais que discute o assunto, anunciou seu conteúdo nesta quarta, ressalvando que mesmo com ações preventivas, “não há solução definitiva”.

A ideia é que com base em um diagnóstico sobre os principais desafios da cidade seja possível minimizar efeitos graves das mudanças climáticas. As iniciativas vão da construção de quatro piscinões na área da Grande Tijuca, na zona norte, para evitar as constantes enchentes, ao mapeamento de riscos em áreas de encostas, ocupadas irregularmente por favelas, e à implementação de sirenes em 103 comunidades, o que evitaria mortes em deslizamentos. Segundo o prefeito, foram investidos R$ 4,3 bilhões nesse enfrentamento desde 2009.

O diagnóstico fala da gradual elevação do nível do mar, condições geológicas dos morros, doenças, chuvas, entre outros temas, e foi um trabalho conjunto de 40 órgãos municipais. O texto foi prefaciado por Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos engajado na causa ambiental (o que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007). Com base nele, serão desenhadas ações preventivas e combativas, num Plano de Resiliência a ser posto em prática pela Prefeitura - um departamento foi criado só para isso.

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