FABIO MOTTA|ESTADÃO
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Prefeitura do Rio negocia indenização a vítimas de desabamento de ciclovia

Prefeito Eduardo Paes afirma que a Procuradoria Geral do Município deve negociar, em sigilo, um acordo com os parentes das vítimas

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2016 | 16h45

RIO DE JANEIRO - As famílias das duas vítimas do desabamento de parte da Ciclovia Tim Maia serão indenizadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Pelo menos duas pessoas morreram no incidente: o engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos, e o gari comunitário Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, a Procuradoria Geral do Município já foi acionada para negociar um acordo com os parentes, mas a negociação ocorrerá “de maneira sigilosa”.

“A Prefeitura entende a sua responsabilidade nesse episódio”, afirmou Paes a jornalistas.

O prefeito disse ter procurado as duas famílias, mas conseguiu conversar ao telefone apenas com o cunhado do engenheiro Eduardo Albuquerque. “Tive a oportunidade de me solidarizar, lamentar o ocorrido”, contou.

Questionado sobre a revolta de parentes de Ronaldo Silva durante o enterro do gari, Paes disse entender o momento de emoção das famílias envolvidas. “Recebo com tristeza, mas compreendo a indignação da família”, respondeu o prefeito.

Paes evitou apontar os erros que levaram ao colapso de parte da ciclovia, na última quinta-feira (21). Segundo ele, é preciso esperar o laudo das duas instituições contratadas para inspecionar a obra. No entanto, ele voltou a descartar que a culpa da tragédia tenha sido do mar em ressaca e reforçou que buscará os profissionais envolvidos nas falhas.

Segundo ele, a Prefeitura não trabalha atualmente com a possibilidade de demolir a ciclovia.  “Não é esse o nosso desejo, não é esse o nosso trabalho. Estamos trabalhando para mantê-la”, declarou o prefeito do Rio.

Parte da ciclovia permanece interditada indefinidamente. O trecho que liga o Leblon à comunidade do Vidigal foi liberado para o uso da população. Segundo o prefeito, esse percurso já era utilizado pelos moradores e funcionava como uma espécie de passeio público, tendo recebido apenas reforço de pavimentação e contenção. A decisão sobre a interdição do restante da ciclovia partiu da própria Defesa Civil, alegou Paes.

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