Prefeitura do Rio identifica comerciantes da Uruguaiana

Policiais buscam produtos pirateados e falsificados; operação descobriu que um único proprietário chegava a concentrar 20 boxes

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2015 | 10h58

RIO - A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública, inicia nesta quinta-feira, 9, o processo de identificação de comerciantes do Camelódromo da Uruguaiana, que há três dias é alvo de operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). 

Policiais buscam no local produtos pirateados e falsificados. A identificação será feita na Rua Heitor Hélio Beltrão, no Estácio. No local, de 10 às 16h, comerciantes deverão se apresentar com cópia do CPF, comprovante de residência e uma prova do uso do box. O processo se estende até o próximo domingo. Cada pessoa só poderá ser dona de uma loja. 

A Polícia Civil, durante a operação, descobriu que um único proprietário chegava a concentrar 20 boxes. A Prefeitura aguarda uma listagem dos investigadores com os nomes dos donos de boxes que vendiam produtos pirateados. Eles serão excluídos automaticamente da identificação.

Operação. A Polícia Civil deve divulgar o balanço das ações desta quinta-feira no camelódromo no fim da tarde. A delegada titular da unidade, Valeria Aragão, recebeu denúncia de que o local serviria de esconderijo para armas e drogas, mas até agora nada foi encontrado. Os agentes identificaram ainda envolvimento de milicianos nas atividades do camelódromo. 

Segundo a delegada, os milicianos fazem a segurança do camelódromo de forma ilegal. "Há 20 anos esse camelódromo funciona na total informalidade, numa cadeia criminosa que envolve corrupção, contrabando e evasão de divisas", disse. 

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