Consórcio construtor de ciclovia é proibido de participar de licitações

Segundo a prefeitura do Rio, pagamentos destinados às empresas responsáveis pela obra que ruiu estão retidos até fim da apuração

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

26 Abril 2016 | 19h37

RIO - A prefeitura do Rio proibiu o consórcio Contemat/Concrejato, que construiu a ciclovia Tim Maia, de participar de licitações de novas obras públicas do município. O Diário Oficial desta quarta-feira, 27, publica decreto do prefeito Eduardo Paes que afasta as empresas Contemat Engenharia e Geotecnica S/A e Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S/A, integrantes do consórcio, “de todos os processos de contratação e licitação de obras de estrutura, enquanto durarem os trabalhos de apuração das responsabilidades técnicas pelo acidente da Ciclovia da Niemeyer”.

Um trecho de 50 metros da ciclovia, de 3,9 quilômetros de extensão, cedeu na última quinta-feira, o que resultou na morte de duas pessoas, um engenheiro e um gari comunitário. Eles passavam pela ciclovia no momento em que uma onda do mar de São Conrado os engoliu - o piso cedeu e eles caíram no mar, que estava de ressaca. A prefeitura acaba de divulgar a informação sobre o banimento do consórcio.

O município informou ainda que todos os pagamentos destinados às duas empresas estão retidos até o fim da investigação. O decreto do prefeito também determina que os responsáveis técnicos pela obra sejam afastados de qualquer contrato firmado com o município. E se ficar comprovado que o consórcio foi responsável pela queda de parte da ciclovia, as duas empresas passarão a ser consideradas inidôneas (não confiável), diz ainda a nota da prefeitura.

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