Presidente de entidade de turismo critica vinda de argentinos pobres

'Fico triste de estarmos cercados de primos pobres', disse George Irmes, da Associação Brasileira de Agências de Viagem no Rio

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 19h32

RIO - A presença maciça de argentinos com pouco dinheiro no Rio de Janeiro foi criticada pelo presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem, seção Rio de Janeiro, George Irmes. "O que aconteceu no Terreirão é a coisa mais degradante. Aquelas barracas de R$ 10 das Lojas Americanas, e aqueles argentinos sentados nas cadeirinhas de R$ 5 da (loja popular) Magal... é chocante. Vou ser sincero com vocês. Sou agente de viagens há 50 anos e não quero turista assim, não. A Espanha proibiu a entrada desse tipo de turista, porque esses caras não gastam dinheiro. Fico triste por estarmos cercados de primos pobres", disse, durante entrevista coletiva do setor de turismo.

Irmes defendeu que o Ministério do Turismo faça propaganda mais intensa do Rio como destino turístico para os Jogos Olímpicos de 2016. "Temos que nos preparar para ocupar os novos 10.500 quartos na Barra da Tijuca. Temos que saber promover o Rio", defendeu Irmes. Ele lembrou que os agentes de viagem "não ganharam um tostão com a Copa". "A Match ganhou", disse, referindo-se à empresa que tem exclusividade para venda de pacotes para a Copa e está envolvida em escândalo de venda ilegal de ingressos. O Rio tem 35 mil quartos. Outros 15.500 estarão prontos para os Jogos Olímpicos, dos quais 10.500 ficarão na Barra da Tijuca, na zona oeste.

O secretário de Estado de Turismo, Claudio Magnavita, criticou a demora do governo federal para começar a vender os destinos brasileiros. Para ele isso só ocorreu muito em cima da Copa. "Não podemos nos conformar que o País que esteja sediando os dois maiores eventos esportivos do planeta se coloque de forma tímida, apostando somente na mídia internacional. Esse erro não vai se repetir na Olimpíada. Vamos criar uma agenda própria de investimentos em feiras internacionais para vender o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro não vai ficar a reboque da miopia do governo federal no setor de turismo", afirmou Magnavita.

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