Preso homem acusado de esfaquear chilena em praça no Rio

O morador de rua Lucas Santana, de 27 anos, é apontado pela polícia como autor do crime; ele nega

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2015 | 18h41

RIO - Um morador de rua identificado como Lucas Santana, de 27 anos, detido para averiguação pela Polícia Militar do Rio na semana passada, foi reconhecido e anunciado nesta segunda-feira, 27, como o ladrão que atingiu com uma facada uma turista chilena durante assalto na Praça Paris, na Glória (zona sul), em 22 de maio. Ele está preso no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio.

O crime aconteceu três dias após o assalto que causou a morte do médico Jaime Gold, também vítima de facadas, na Lagoa (zona sul). A chilena Izidora Ribas Carmona, de 32 anos, que havia chegado ao Rio dois meses antes para frequentar um curso de extensão universitária, foi de bicicleta com sua cadela até a Praça Paris, onde tomava sol e usava um tablet. Armado com uma faca, o rapaz a abordou, anunciou o assalto e ordenou que ela não gritasse. Izidora entregou o tablet e um pen drive, mas, assim que o rapaz virou as costas, ela gritou por socorro. Ele então voltou, atacou a chilena com uma facada no pescoço e fugiu correndo. Izidora foi socorrida e está bem.

Na tentativa de identificar o criminoso, policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), onde o caso foi registrado, passaram a circular à paisana pela Praça Paris à procura de pessoas com as características descritas pela vítima e por testemunhas. Com base em fotos, a vítima reconheceu um homem que havia sido visto na praça e, segundo a polícia, é usuário de crack. Policiais então descobriram que se chama Lucas Santana e pediram à Justiça uma ordem de prisão contra ele. Com base nas provas apresentadas, a 5ª Vara Criminal do Rio concedeu o mandado, mas Santana não havia sido encontrado.

Na semana passada, policiais militares suspeitaram do rapaz e o levaram à 5ª DP, na Lapa, para averiguação. A Polícia Civil constatou que havia esse mandado pendente e ordenaram a prisão do suspeito. Em depoimento, ele negou o crime contra a chilena, mas ela e duas testemunhas o reconheceram pessoalmente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.