Preso suspeito de matar policial em helicóptero no Rio

Homem teria atirado contra o helicóptero Águia, da Polícia Civil, onde atirador de elite morreu baleado

TALITA FIGUEIREDO, ESPECIAL PARA O ESTADO,

11 de novembro de 2007 | 16h36

A polícia prendeu neste domingo, internado em um hospital da zona norte do Rio, um homem suspeito de ter atirado contra o helicóptero Águia, da Polícia Civil, onde estava o policial Eduardo Henrique Mattos, atirador de elite da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), que morreu baleado na cabeça durante operação no morro do Adeus (Ramos, zona norte), no fim da tarde de sexta-feira. Uma denúncia anônima levou a polícia a Fábio Brum Camargo, de 25 anos, o Carão, que foi preso num leito do Hospital Salgado Filho, no Méier, na zona norte. Ele estava internado desde sábado com a mandíbula quebrada, supostamente depois de ter caído da laje de onde atirou contra os policiais. Para os médicos, ele disse que quebrou a mandíbula num acidente de carro. Carão, que segundo a polícia confessou ter atirado no helicóptero, já foi preso por roubo e porte de arma e deverá ficar sob custódia policial até ser liberado do hospital e seguir para uma carceragem. A polícia informou ainda que Carão é traficante da Grota, no Complexo do Alemão, que fica em frente ao Adeus. De lá, teria partido o tiro que matou o policial, de acordo com informações dadas pelo delegado da Core, Rodrigo Oliveira, durante enterro de Mattos, no sábado.Segundo ele, se a bala tivesse partido do morro do Adeus, teria perfurado a cabeça do policial e não alojada, o que significa que veio de mais longe. Além do mais, o tiro o atingiu num momento em que o helicóptero fazia uma manobra e quem estava de frente para o Adeus era o piloto. Morte Também na madrugada de sábado, durante troca de tiros entre policiais militares do 16º BPM (Batalhão de Polícia Militar) e traficantes da favela da Grota, morreu um homem acusado pela polícia de ser o traficante Pit Bull. A PM estava no local para coibir um baile funk,quando se deparou com um bando armado. Houve troca de tiros e Pit Bull foi baleado. Levado para o Hospital Getúlio Vargas, em Bonsucesso, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

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