Presos por tráfico de ecstasy no Rio são de classes média e alta

Grupo preso nesta quinta é formado por nove jovens; delegada que investiga caso diz que há outros envolvidos

Talita Figueiredo, Estadão

08 de novembro de 2007 | 16h04

Oito jovens e uma menor foram presos na manhã desta quinta-feira, 8, acusados de integrar uma quadrilha de traficantes de ecstasy. A delegada Patrícia Aguiar, responsável pela investigação, disse que a quadrilha tem outros integrantes, que estão sendo investigados.  Segundo as primeiras informações da polícia, todos os jovens presos são das classes média e alta, a maioria mora na zona sul, região que seria a principal área de atuação do bando. Os jovens foram presos durante a Operação Octogno, deflagrada por policiais da Delegacia de Combate às Drogas, que tinham como objetivo cumprir dez mandados de prisão e 12 de busca e apreensão. Segundo ela, a quadrilha trafica várias drogas sintéticas, como ecstasy e LSD. Além disso, existem suspeitas de que o bando também vende maconha, skank e haxixe. " Temos indícios de que existem laboratórios montados em favelas. Está cada vez mais difícil prender os traficantes porque eles estão cada vez mais preparados e temerosos de falar ao telefone (por causa das escutas)", disse a delegada. Um dos líderes do grupo foi preso em casa, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Os agentes também realizaram buscas em Botafogo, Copacabana, Glória e Leblon. Um dos jovens foi detido ao chegar na universidade. Os jovens e o material apreendido foram apresentados na sede da Delegacia de Combate às Drogas, no Centro. (Colaborou Solange Spigliatti, do estadao.com.br)

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