Divulgação|PRF
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PRF recupera carreta com alimentos avaliados em R$ 170 mil na Dutra

Os alimentos eram de uma rede de fast food; homem que fazia o motorista de refém foi preso em flagrante

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2017 | 10h08

RIO - Uma carreta com alimentos avaliados em R$ 170 mil, roubada na Baixada Fluminense, foi recuperada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na rodovia Presidente Dutra (BR-116), na manhã deste domingo, 24. A mercadoria iria para o Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte do Rio. Um homem que fazia o motorista de refém foi preso em flagrante. 

Os alimentos eram de uma rede de fast food e serão devolvidos intactos. A PRF recebeu a informação sobre o roubo, no município de Queimados, em sua Central de Informações Operacionais (CIOP). Patrulhas foram acionadas e o caminhão foi localizado trafegando pela Dutra no sentido Rio. O veículo foi abordado perto do acesso à Avenida Brasil, no Trevo das Margaridas.

Os policiais identificaram então um homem de 20 anos dentro da cabine ameaçando o motorista com um revólver. Ele confirmou que estava ordenando ao motorista que levasse o caminhão para a favela da Quitanda, no Complexo da Pedreira. Com ele estava também uma arma que imitava uma pistola e seis munições. 

Traficantes de drogas nesta favela e em outras comunidades do Rio vêm realizando roubos de cargas para se capitalizar e comprar armas, o que fez explodir os índices dessa modalidade criminosa. Este ano, de janeiro a novembro houve 9.445 roubos de carga no Estado, segundo dados do Instituto de Segurança Pública – uma média de 28 por dia. 

No ano passado, foram 9.874 registros; em 2015, 7.225. Por conta da elevação dos custos com segurança, transportadoras instituíram uma taxa extra de empresas contratantes, calculada com base no peso e no valor da carga levada. A cobrança abarca gastos com seguro e escolta dos veículos.

A apreensão deste domingo faz parte da operação Égide da PRF, que reforça o policiamento nas rodovias federais não só no Rio, mas também em outros sete estados, do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O objetivo é aperfeiçoar o combate ao tráfico de drogas, armas e produtos contrabandeados.

As prioridades são estados de fronteira (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul), grandes corredores rodoviários (Goiás, São Paulo e Minas Gerais) e o Rio de Janeiro.

Iniciada em julho, a Égide já resultou, no Estado do Rio, na detenção de mais de 1.100 pessoas, a apreensão de quase duas toneladas de maconha, de 275 quilos de cocaína e crack e de mais de 160 armas de fogo, além da recuperação de quase 600 veículos roubados (números computados até 26 de novembro).

 

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