Professor denunciado por dar droga a alunos deixa casa no Rio

Professor denunciado por dar droga a alunos deixa casa no Rio

Gustavo Montalvão Freixo é suspeito de ter oferecido LSD a estudantes e feito sexo com adolescente; advogado teme ameaça

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2014 | 17h13

RIO - O professor Gustavo Montalvão Freixo, de 31 anos, denunciado à Justiça por estupro de vulnerável, indução ao uso de drogas e tráfico, deixou a casa em que mora por orientação do seu advogado, Fernando Drummond. "A partir da (publicação da ) notícia eu pedi a ele que saísse de casa. Já havia ameaças em relação a ele antes. E acredito que isso (a publicação da reportagem) possa acirrar um pouco mais. Eu temo pela vida dele", afirmou o advogado. 

Drummond contou ainda que o carro de uma de suas assistentes foi apedrejado, quando ela acompanhava o professor em depoimento prestado na 38.ª Delegacia de Polícia (Brás de Pina), no mês passado. "Não só ele como nós advogados fomos ameaçados. Não sei por quem, mas jogaram pedra no carro."


Na denúncia à Justiça, o promotor Alexandre Themístocles escreve que o professor forneceu lâminas de LSD para seis estudantes, com idades entre 13 e 15 anos, e fez sexo com uma das meninas, de 14. O encontro teria ocorrido na casa de um dos rapazes, em 9 de outubro, para onde o professor teria ido sob pretexto de dar uma "aula extra". Na denúncia, há ainda a informação de que Freixo confirmou à direção da escola que esteve na casa do seu aluno, mas negou ter fornecido a droga. De acordo com Drummond, o professor "nega os fatos".

"Não conheço o inteiro teor da denúncia oferecida, então não posso te afirmar (que ele confirmou ter estado na casa). Essas questões estão sendo tratadas no processo e a gente ainda não tem conhecimento. O que eu posso dizer é que ele nega os fatos. O que ele tinha era uma proximidade com os alunos", afirmou o advogado.

Drummond disse ainda que causa "certa estranheza" que não haja laudo pericial no inquérito, "que nesse tipo de caso é determinante". Os estudantes passaram por exame de corpo de delito e de urina. Os laudos serão anexados ao processo quando estiverem prontos, informou a polícia.

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