Professores do Rio protestam contra atraso de salários

Grupo denunciou que funcionários terceirizados estão há dois meses sem receber pagamento

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2016 | 18h22

RIO - Cerca de 300 professores e outros funcionários da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro promovem, na tarde desta quarta-feira, 16, um protesto contra o atraso no pagamento de salários pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Apesar da intensa chuva que atingiu o Rio nesta tarde, eles se reuniram no Largo do Machado, na zona sul, e às 15h30 seguiram a pé até o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em Laranjeiras, na mesma região. Em faixas e cartazes, o grupo denunciou que funcionários terceirizados estão há dois meses sem receber salários.

Por conta do ato, o túnel Santa Bárbara e o viaduto 31 de Março foram interditados, no sentido Laranjeiras.

No início do protesto, alunos do Colégio Martins Pena, vestidos de preto e com a cabeça pintada como palhaços, fizeram coreografias e cantaram músicas contra a gestão Pezão.

Greve. Os professores e funcionários da rede estão em greve desde 2 de março. A Secretaria de Estado da Educação afirma que a adesão é de 3% dos 82 mil servidores. Segundo a pasta, os salários estão sendo pagos integralmente.

“Em relação ao 13° salário, já foram pagos 80% do total. Os valores estão sendo corrigidos, mensalmente em 1,93%, porcentual acima da inflação, como forma de compensar o funcionalismo. Faltam apenas duas parcelas a serem quitadas”, informa a Secretaria da Educação. “Qualquer reajuste salarial depende do aumento da arrecadação do Estado. Somente no ano passado, a arrecadação de royalties do petróleo caiu 39%”, conclui a pasta.

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