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Promotor do Gaeco e a mulher são encontrados mortos na Barra

Casal foi vítima de projétil de arma de fogo, que foi encontrada no local; não há indícios de invasão ou assalto

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2018 | 15h39
Atualizado 17 Janeiro 2018 | 00h02

RIO - O promotor de Justiça Marcus Vinicius da Costa Moraes Leite foi encontrado morto a tiros nesta terça-feira, 16, junto com a mulher, Luciana Alves de Melo, servidora do órgão e também baleada. Os corpos do promotor, que integrava o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual fluminense, e da mulher estavam em um apartamento na Rua Coronel Paulo Malta, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

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A Divisão de Homicídios do Rio (DH), da Polícia Civil, informou que as características do crime apontam para homicídio seguido de suicídio, embora outras hipóteses também estejam sob investigação. A arma do crime, que seria de Leite, foi encontrada no local, e não havia indícios de invasão ou assalto. Segundo informações da DH, a porta do apartamento estava trancada, e os agentes não encontraram sinais de arrombamento.A Polícia Civil também acredita que os fatos tenham acontecido na madrugada de domingo para segunda. Porém, os corpos só foram encontrados nesta terça pela faxineira e levados para o Instituto Médico Legal (IML) para perícia.  

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Milícias

O promotor atuava na área penal e apresentou denúncias contra integrantes da milícia (quadrilha de policiais que dominam territórios para combater crimes) conhecida como  Liga da Justiça. O bando participou, em 2009, de uma chacina em Inhoaíba, na zona oeste. Ao justificar um pedido de prisão preventiva contra milicianos, o promotor citou a brutalidade adotada pelo grupo, com o  intuito de vingança e de intimidação.

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Em fevereiro de 2012, o promotor também ofereceu denúncia contra Mauro de Carvalho de Jesus, acusado de ter matado a golpes de machado sua mulher. O acusado também teria esquartejado o cadáver e ocultado os despojos, acondicionados em sacos de lixo, em um matagal na Estrada do Campinho, em Campo Grande, na zona oeste.

 

 

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