28 de junho de 2014 | 21h28
RIO - Policiais militares prenderam 15 ativistas e dissolveram com violência uma manifestação contra a Copa que reunia cerca de 300 pessoas no entorno do Maracanã, na noite deste sábado, 28, enquanto Uruguai e Colômbia se enfrentavam no estádio.
Manifestantes foram agredidos com golpes de cassetete, e jornalistas que registravam as agressões tiveram equipamentos danificados por policiais. Um deles foi o fotógrafo Marcos de Paula, do Estado, que teve quebrado o para-sol da máquina fotográfica.
Em nota, a PM afirmou ter reagido depois que manifestantes jogaram bombas caseiras nos policiais do Batalhão de Grandes Eventos. A versão foi contestada por jornalistas que acompanharam o ato. Eles viram apenas uma bomba ser detonada, por PMs, contra manifestantes. Questionada duas vezes sobre o motivo do ataque ao fotógrafo do Estado, a PM não respondeu. Os detidos foram acusados de desacato e agressão. Com a repressão, o ato durou menos de uma hora e foi encerrado por volta das 19h.
Cerco. Os manifestantes se concentraram na Praça Saens Peña e partiram em caminhada em direção à Avenida Maracanã, sem incidentes. Quando os manifestantes chegaram à Rua Pereira Nunes, cerca de 500 policiais que acompanhavam o grupo correram e tentaram cercá-los.
Já havia uma barreira do Choque na Avenida Maracanã, à frente. Parte dos ativistas decidiu voltar e policiais investiram contra eles. Não houve tentativa de furar o bloqueio policial.
“Me bateram e estão me prendendo. Eu não fiz nada”, gritava uma estudante. Uma advogada que tentou se aproximar dela foi empurrada e levou um jato de spray de pimenta no rosto. Uma jovem deixou o local com o braço sangrando.
Ativistas prometeram voltar às ruas na final da Copa do Mundo, que será no Maracanã, no dia 13 de julho.
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