WILTON JUNIOR / ESTADÃO
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Réveillon em Copacabana reúne milhares, mas tem público inferior a anos pré-pandemia

Chuva e ausência de shows musicais reduziram concentração de pessoas; queima de fogos durou 16 minutos

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

31 de dezembro de 2021 | 23h29

RIO - Milhares de pessoas se concentraram na orla de Copacabana, na zona sul do Rio, às 22h45 desta sexta-feira, 31, para a celebração do réveillon. Mas a concentração de pessoas foi bem inferior àquelas registradas em anos anteriores, tanto por causa da chuva que insistia em atingir o bairro como pela ausência de shows musicais - por conta da pandemia de covid-19, eles foram cancelados, e só houve queima de fogos, que começou à 0h de sábado, 1, e durou 16 minutos.

A aglomeração habitual, principalmente nas imediações do hotel Copacabana Palace, na frente de onde habitualmente é instalado o palco principal dos shows de réveillon, foi bem menor do que nos anos anteriores à pandemia. Os vendedores de flores, que às 18h ofereciam rosas por R$ 5 e palmas por R$ 4, às 22h45 estavam distribuindo palmas e oferecendo rosas por R$ 2. “Essa chuva atrapalhou, só consegui vender a metade do que esperava”, reclamou o vendedor de flores Manoel Esteves, de 58 anos.

Quem estava na areia, porém, não reclamava. “Só de estar aqui e daqui a pouco poder ver a queima de fogos já é uma alegria imensa. No réveillon passado estava apavorada com parentes internados para tratar de covid”, afirmou a advogada Renata Souza, de 42 anos, que viajou de Guarapari para iniciar 2022 no Rio.

A chuva teimou em atingir o bairro, variando de intensidade, e por conta dela o produto mais oferecido pelos camelôs era capas de chuva, em geral por R$ 5. O trânsito de veículos estava totalmente impedido em Copacabana, e as estações de metrô fecharam às 20h.

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