Quadrilhas trocam tiros em disputa por controle do Complexo da Maré

Facção Amigo dos Amigos (ADA) teria tentado ocupar favela, controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP); comunidade é ocupada por Exército e Marinha

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2014 | 14h26

RIO - Moradores do Complexo de favelas da Maré, na zona norte, ficaram no meio de intensos tiroteios neste sábado, 20. Bandidos da facção Amigos dos Amigos (ADA) teriam tentado ocupar as favelas controladas pela facção Terceiro Comando Puro (TCP). Desde março, o conjunto de favelas é ocupado pela Força de Pacificação composta por Exército e Marinha.

O grupo da ADA teria saído da favela Parque Alegria, no Complexo do Caju, na zona portuária, onde há uma Unidade Polícia Pacificadora (UPP), para retomar o controle do Conjunto Esperança e da Vila do João. De acordo com moradores, os traficantes teriam chegado em vans, com armamento pesado e atirando para o alto.

Houve pelo menos três tiroteios intensos envolvendo os invasores e os traficantes locais. O trânsito foi suspenso por alguns instantes na Avenida Brasil e na Linha Vermelha. Seis tanques dos Fuzileiros Navais foram usados para reforçar o policiamento no local que também contou com apoio da Polícia Militar e a mobilização de mais homens do Exército.

A Festa da Primavera da Escola Municipal Teotônio Vilela, no Conjunto Esperança, foi suspensa por causa dos intensos tiroteios. Quem estava no local precisou se jogar no chão para se proteger, eles precisaram se abrigar nas salas de aula e ficaram horas na unidade.

Prisão. No fim da tarde, desse sábado, o traficante Paulo Castilho Correia Filho, de 24 anos, conhecido como Playboy, foi preso por policiais da UPP Caju. Integrante da ADA e suspeito de ser um dos articuladores da invasão , ele estava em uma moto, na Avenida Brasil, altura da favela Vila do João, e tentou retornar quando viu uma motopatrulha.

Não houve disparo de arma de fogo durante a ação e Playboy foi reconhecido pelos militares. Na 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso), os policiais verificaram que contra o preso havia um mandado de prisão por tráfico de drogas.

Penha. No complexo da Penha, na zona norte, um policial militar da UPP foi baleado na virilha durante troca de tiros com traficantes do Parque Proletário. Ele foi atingido no Hospital Getúlio Vargas e segue em quadro estável.

 

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