Quatro homens são condenados por morte de empresária no Rio

Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas foi assassinada em 2014 ao ser abordado após ter saído de uma agência bancária

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2016 | 22h57

RIO - A juíza Paula Fernandes Machado de Freitas, da 5.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, condenou nesta segunda-feira, 16, os quatro réus acusados do latrocínio (roubo seguido de morte) da empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, de 56 anos, dona do restaurante Guimas, na Gávea, zona sul do Rio. O crime ocorreu em 17 de julho de 2014 na Praça Santos Dumont, a 150 metros do restaurante.

O réu Jardel Wanderson de Oliveira Vilas Boas, apontado como o autor dos tiros contra a vítima, foi condenado a 34 anos e quatro meses de prisão, além do pagamento de 315 dias-multa. Já Vitor Brunizzio Teixeira e Klaus Kischkel Júnior foram condenados, cada um, a 30 anos e oito meses de prisão e ao pagamento de 280 dias-multa. O quarto réu, Marcos Vinicius do Nascimento Bomfim, foi condenado a 29 anos e oito meses de prisão e ao pagamento de 245 dias-multa.

Todas as condenações foram pelos crimes de latrocínio, associação criminosa armada e corrupção de menores. A magistrada determinou que os criminosos cumpram a pena inicialmente em regime fechado.

Segundo o processo, a empresária havia acabado de sair de uma agência bancária, onde sacara R$ 12 mil. Teixeira estava dentro do banco para escolher um alvo e decidiu pelo assalto a Maria Cristina. Avisou então aos comparsas. A empresária foi abordada na rua por Vilas Boas. Como ela se assustou e fez menção de puxar a bolsa, ele sacou a arma e atirou. Bonfim e Kischkel Júnior deram cobertura à fuga dos criminosos. Um adolescente também estava envolvido no crime, daí a condenação dos demais também por corrupção de menores.

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