Queda em sistema causa blecaute no Rio e em Espírito Santo

Conexão entre os dois Estados foi desligada; energia foi restabelecida parcialmente às 18h20

Nicola Pamplona, Fabiana Cimieri, Marcelo Auler,

26 Setembro 2007 | 19h37

Um apagão elétrico atingiu na tarde desta quarta-feia todo o Estado do Espírito Santo e parte do Rio de Janeiro por cerca de duas horas. A queda no sistema de duas linhas de transmissão de Furnas Centrais Elétricas começou por volta das 17 horas e atingiu 18 municípios do Norte e Noroeste fluminense e parte da Região dos Lagos. Às 17h50, o apagão chegou ao Espírito Santo. A causa do apagão não foi divulgada. Segundo informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as duas linhas que ligam o Rio de Janeiro ao Espírito Santo desligaram pouco antes das 18 horas. A outra conexão do Estado ao Sistema Integrado Nacional de energia (SIN), a linha Ouro Preto (MG) - Vitória (ES) ficou sobrecarregada e foi desligada por medida de segurança. O fornecimento de luz no Rio, segundo a Ampla, distribuidora de energia para parte do Estado, voltou às 18h55.   Em nota, a empresa informou que "a interrupção foi causada por um problema nas linhas de transmissão de 345 mil volts de Furnas Centrais Elétricas", falha "externa ao sistema da Ampla". Furnas informou que o funcionamento das linhas foi restabelecido às 18h20, mas ainda havia regiões sem luz, às 19h30. Não houve municípios mineiros afetados pela falta de luz, de acordo com a empresa.   Assaltos, saques e engarrafamentos   Durante os quase 30 minutos de apagão elétrico na Grande Vitória foram registrados quatro assaltos a pedestres, cinco roubos de carros, saques a estabelecimentos comerciais, acidentes de trânsito e extenso engarrafamento. Moradores apavorados andavam em grupo para não se tornarem vítimas de ladrões. Os roubos foram registrados nas delegacias da Região Metropolitana de Vitória, até as 22 horas. A expectativa é que o número seja bem maior.   Por ter acontecido bem na hora do rush, houve caos no trânsito por causa dos semáforos apagados. Todos os integrantes da Guarda Municipal de Trânsito foram acionados pela Prefeitura para tentar organizar o fluxo de veículos e reduzir os efeitos da falta de energia. Motoristas desrespeitavam os pedestres, que precisavam se arriscar entre os carros e ônibus para atravessar as ruas.   Alguns hospitais, como o São Lucas, também enfrentaram problemas com a falta de luz. O gerador não foi acionado e o hospital ficou às escuras. No momento do apagão, não havia cirurgias em andamento. Também não há notícias de que pacientes tenham sofrido conseqüências por conta do desligamento de aparelhos nas unidades do hospital.   Os bombeiros foram acionados 25 vezes, principalmente para retirar pessoas que ficaram presas nos elevadores. Muitas escolas liberaram os alunos mais cedo. Segundo testemunhas, alguns alunos do Centro Federal de Educação e Tecnologia (Cefet) tiveram celulares e mochilas furtadas. Rádios e emissoras de TV saíram do ar e as redes de telefonia fixa e celular entraram em pane.   Outros apagões O último grande apagão no País aconteceu no primeiro dia do ano de 2005. Os Estados do Rio, Espírito Santo e parte de Minas Gerais sofreram com a falta de luz por uma hora e meia, devido a uma falha técnica de um funcionário durante a operação do sistema elétrico na subestação de Cachoeira Paulista (SP). Na ocasião, em razão do feriado de 1º de janeiro, que tem baixa demanda de energia, uma das quatro linhas que abastece o Rio estava desligada. No entanto, no fim do dia, duas linhas caíram por problemas técnicos. Na hora em que elas seriam religadas, um funcionário, equivocadamente, acabou desligando a única que ainda funcionava.  

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