Reprodução/Facebook
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Quinzé, vereador de Duque de Caxias, é morto a tiros em São João de Meriti

Político foi encontrado já sem vida pela Polícia Militar, na Avenida Estácio de Sá

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2021 | 10h45
Atualizado 13 de setembro de 2021 | 20h52

RIO — O vereador e ex-policial militar Joaquim José Santos Alexandre (PL), conhecido como Quinzé, de Duque de Caxias, foi morto a tiros na noite de domingo, 12. O crime aconteceu no Parque Novo Rio, em São João de Meriti, município vizinho na baixada fluminense.

Quinzé foi morto quando ia visitar uma amiga. Ele parou o carro na avenida Estácio de Sá e assim que saiu do veículo foi atingido por tiros disparados a partir de um carro branco, que conseguiu fugir.

De acordo com informação da Polícia Militar, policiais do 21ºBPM (São João de Meriti) foram acionados para verificar uma ocorrência na Avenida Estácio de Sá. No local, encontraram o vereador já sem vida.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foi acionada e realizou perícia no local. A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento. Ainda não há suspeitos da autoria do crime.

Aos 66 anos, o vereador foi enterrado no final da tarde desta segunda-feira no cemitério Nossa Senhora das Graças, no Parque Beira-Mar, em Duque de Caxias.

Em 10 de março deste ano, outro vereador de Duque de Caxias foi morto: Danilo Francisco da Silva, o Danilo do Mercado (MDB), de 53 anos, foi assassinado a tiros junto com o próprio filho, Gabriel, de 25 anos. A Polícia Civil ainda investiga o caso.

Carreira política de Quinzé

Quinzé começou a carreira política em 2004, após encerrar a carreira de policial militar – ele chegou à patente de sargento. Naquela primeira eleição, concorreu pelo PP e foi eleito com 5.105 votos. Em 2008 teve mais votos (5.357), mas concorria pelo PTC e não conseguiu se eleger.

Em 2012, pelo então PMDB (hoje MDB), elegeu-se com 4.007 votos. Em 2016 obteve 2.942 votos e não conseguiu se eleger pelo PSD. Em 2020, concorrendo pelo PL, obteve 2.364 votos e conseguiu seu terceiro mandato.

Em 2004 Quinzé foi denunciado por porte ilegal de arma, por estar com uma pistola 9 mm não registrada, e chegou a ser condenado a quatro anos e seis meses de prisão. Em 2008, Quinzé foi atacado a tiros na porta de sua casa, no bairro Olavo Bilac. Atingido numa das pernas e nas costas, ele sobreviveu.

A vaga do vereador será ocupada por Elson da Batata, também do PL.

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