Reintegração de terreno próximo ao Alemão é pacífica

2 mil famílias que ocupavam antiga fábrica na Avenida Itaoca deixam local sem oferecer resistência e são levadas ao Olaria Atlético Clube

Tiago Rogero , O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 11h56

RIO - As cerca de duas mil famílias que ocupavam uma antiga fábrica de plásticos na Avenida Itaoca, um dos acessos ao Complexo de Favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, deixam o terreno sem resistência até da manhã desta terça-feira, 16. A operação de reintegração de posse da Polícia Militar, com ordem expedida pelo Tribunal de Justiça do Rio, começou por volta das 4h.

Os ocupantes estão sendo levados ao Olaria Atlético Clube, a cerca de quatro quilômetros de distância, onde estão sendo cadastrados em programas sociais.

Foi na ocupação que um repórter do portal G1 foi agredido e mantido refém por cerca de uma hora por traficantes, em 10 de novembro.

Segundo o porta-voz da PM, tenente-coronel Cláudio Costa, a maior parte dos ocupantes está saindo voluntariamente e, ao fim da operação, oficiais de Justiça acompanhados de militares do Batalhão de Grandes Eventos vão percorrer o terreno da fábrica para verificar se ainda há algum ocupante.

A PM informou que, desde esta segunda-feira, 15, alguns ocupantes já deixavam o terreno da fábrica.

As famílias negociam com os governos estadual e municipal sua inclusão na lista para receber imóveis do Minha Casa Minha Vida e o chamado "aluguel social", uma ajuda de custo paga pelo Executivo até que os novos apartamentos sejam entregues. A operação interditou várias vias da região, como a Avenida Itaoca e as Estradas do Itararé e do Timbó.

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