Retirada de terra do túnel não tem previsão para começar no RJ

Chuva volta a cair no Rio, e trabalho de retirada de terra é adiado; trânsito ainda é complicado nesta manhã

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

25 Outubro 2007 | 08h11

A Prefeitura do Rio de Janeiro não tem previsão para começar a retirar as cerca de 7 mil toneladas de terra que deslizaram e bloquearam o Túnel Rebouças, principal ligação entre as zonas norte e sul da cidade. Na manhã desta quinta-feira, 25, a chuva voltou a cair na capital fluminense e, apesar da fraca intensidade, os trabalhos de remoção da terra foram adiados. Nesta manhã, o trânsito estava melhor em relação à quarta-feira, quando um caos se instalou na cidade, que ficou sem luz, teve alagamentos e ficou com o Aeroporto Santos Dumont fechado para pousos e decolagens.   Previsão é que chuva continue por 48 horas Em 12 h, choveu 90% da média de todo o mês Acompanhe ao vivo a situação do trânsito  Imagens do caos no Rio    Segundo a Coordenadoria de Vias Especiais, não havia mais previsão para início dos trabalhos nesta quinta. Apesar do atraso nas obras, se a chuva der uma trégua, as passagens do túnel poderão ser liberadas na tarde deste sábado, 27, de acordo com previsão do CVE. O último desmoronamento de terra aconteceu no final da noite de quarta-feira, 24, bloqueando ainda mais o Túnel Rebouças.   Seguindo a orientação dada pela Prefeitura na quarta-feira, 24, a população deixou os carros em casa e optou por usar o transporte coletivo. Porém, as vias opcionais que fazem a ligação entre as zonas norte e sul da cidade tinham trânsito carregado no começo da manhã.   Nas proximidades do túnel, algumas ruas continuavam fechadas nesta manhã, segundo a Prefeitura do Rio. As avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, sentido túnel Rebouças, estavam fechadas. No sentido Leblon, a Avenida Borges de Medeiros, estava bloqueada na altura da Rua Mário Ribeiro, também no sentido do túnel.   No centro da capital fluminense, o congestionamento estava concentrado no Aterro do Flamengo, na altura do MAM, sentido Praça XV. A zona norte da cidade tinha três pontos de congestionamento, na Rua Teodoro da Silva, na altura da Rua Barão de São Francisco; a Praça da Bandeira, no sentido Tijuca; e a Avenida Radial Oeste, no sentido centro.   Na manhã desta quinta-feira, o Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, funcionava com o auxílio de instrumentos. Na quarta, o Santos Dumont ficou fechado durante todo o dia para pousos e decolagens e os vôos foram transferidos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.   Na quarta-feira, o Rio de Janeiro viveu um dia de caos, com trânsito parado, apagão de energia e com o Aeroporto Santos Dumont fechado para pousos e decolagens. Onze bairros ficaram sem luz e a Defesa Civil do Estado registrou 205 atendimentos. Na Baixada Fluminense, onde a chuva também foi intensa, uma criança morreu ao ser arrastada pelas águas.

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