Réveillon em Copacabana tem menos público, mas pelo menos três esfaqueados

Réveillon em Copacabana tem menos público, mas pelo menos três esfaqueados

Celebração carioca teve 16 minutos de queima de fogos e música difundida por alto-falantes

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

01 de janeiro de 2022 | 01h46

RIO - O réveillon mais tradicional do Brasil, nas areias da praia de Copacabana, na zona sul do Rio, reuniu muito menos gente do que em anos anteriores à pandemia de covid-19. Até a publicação desta reportagem não havia estimativa oficial de público, mas foi visível a diferença de público - quem quis ir até a areia poucos minutos antes da meia-noite do dia 31 conseguia se deslocar sem qualquer dificuldade, bem diferente de anos anteriores à pandemia.

Neste ano não houve shows musicais - a partir das 20h o DJ MAM comandou uma trilha sonora difundida por alto-falantes instalados na areia, mas o ritmo foi relaxante até a meia-noite. Depois houve o espetáculo de fogos de artifício, que se estendeu por 16 minutos, e a trilha sonora retornou mais animada –- a primeira canção executada em 2022 foi o pagode Tá Escrito, do grupo Revelação (“Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé / Manda essa tristeza embora / Basta acreditar que um novo dia vai raiar / Sua hora vai chegar”).

Mas também não faltaram ocorrências policiais: pelo menos três pessoas foram esfaqueadas durante o evento, segundo a secretaria municipal de Saúde. O primeiro caso ocorreu por volta das 23h do dia 31, e até a publicação desta reportagem só se sabia que a vítima é um homem jovem - não haviam sido divulgadas as circunstâncias do episódio.

Outro homem foi esfaqueado ao reagir a um assalto, também antes da meia- noite. Um assaltante pegou o celular da mãe dele, mas o rapaz percebeu e tentou imobilizar o ladrão. Ao se aproximar dele, foi atingido no ombro esquerdo com uma faca. O ladrão entregou a um comparsa o celular furtado e conseguiu fugir. A vítima foi atendida no posto médico instalado pela secretaria de Saúde na própria praia de Copacabana e liberado em seguida, porque não sofreu corte profundo.

O terceiro caso foi de um homem vítima de um arrastão, já nos primeiros minutos de 2022, durante a queima de fogos. Ele foi esfaqueado por um dos participantes do arrastão. Um homem foi preso sob acusação de participar do arrastão - a princípio, não seria o autor do esfaqueamento.

Bem antes dos fogos, até as 20h30, a Guarda Municipal já havia detido dez acusados de praticar furtos e roubos na orla - a maioria deles é menor de idade e tentou furtar carteiras ou aparelhos de telefone celular, segundo a instituição.

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