Rio cumpre mandados de prisão de 4 policiais civis e militares

Profissionais são acusados de envolvimento na cobrança de propina de camelôs, comerciantes e mototaxistas de Bangu, na zona oeste

Wilson Tosta, O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2014 | 12h39

RIO - A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público fluminense desencadearam nesta segunda-feira, 7, a Operação Compadre II, cumprindo quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela Justiça, a pedido do MP, contra dois policiais militares e dois policiais civis acusados de envolvimento na cobrança de propina de camelôs, comerciantes e mototaxistas de Bangu, bairro da zona oeste da capital.

Os investigados serão responsabilizados pelos crimes de associação criminosa (quadrilha armada) e mais de 120 crimes de concussão (extorsões/exigência de propina por servidor público), informou o MP.

Os dois policiais civis acusados eram lotados na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) na época dos crimes. Preso na manhã desta segunda-feira, Carlos Antonio Torres, atualmente lotado na 27ª DP (Vicente de Carvalho), atuava como chefe do Setor de Investigações em Bangu.

Outro acusado, o policial militar Jorge José de Oliveira Santos, do 14º Batalhão de Polícia Militar, segundo o MP trabalhava clandestinamente na delegacia e recebia parte do dinheiro extorquido. Deve se apresentar ainda nesta tarde.

O policial reformado Carlos Alberto Braz de Oliveira, também preso nesta manhã, é apontado como o responsável pelo recolhimento de propina de comerciantes do Mercadão Popular de Bangu envolvidos com venda de produtos piratas.

O dinheiro arrecadado ilegalmente seria distribuído para policiais militares do 14º BPM (Bangu) e policiais civis lotados na 34ª DP e na Delegacia de Repressão aos Crimes de Propriedade Imaterial (DRCPIM). Um policial civil ainda está foragido.

No ano passado, 66 pessoas, incluindo 45 policiais militares, seis policiais civis e 14 civis (não policiais) foram presos. As investigações apuraram que os réus, exibindo armas e fazendo ameaças, regularmente exigiam de camelôs e mototaxistas parcelas em dinheiro. A operação desta segunda-feira também teve a participação da Delegacia Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (DRACO), da Corregedoria-Geral Unificada (CGU) das policias e da Corregedoria da Polícia Militar. 

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