Wilton Junior/Estadão
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Rio de Janeiro confirma quatro mortes por variante Delta do coronavírus

Como os exames que indicam o tipo de vírus são feitos por amostragem, não é possível afirmar que sejam os primeiros mortos por coronavírus causado por essa cepa no Estado

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2021 | 20h20

RIO - A secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira (22) que foram detectadas quatro mortes de pessoas infectadas pela variante Delta do coronavírus no Estado. Como os exames que indicam o tipo de vírus são feitos por amostragem, não é possível afirmar que sejam os primeiros mortos por coronavírus causado por essa cepa no Estado, mas são os primeiros casos detectados pela secretaria. Conforme a pasta, as vítimas são uma mulher de 73 anos que morreu em São João de Meriti no dia 4 de julho, um homem de 50 anos que morreu em 5 de julho em Duque de Caxias, uma mulher de 43 anos que morreu em 10 de julho, também em São João de Meriti, e um homem de 53 anos morto em 14 de julho, cujo município de domicílio ainda está sendo investigado. Na primeira nota divulgada, a pasta afirmava que as duas mulheres eram de Nova Iguaçu. Numa segunda versão, a informação foi corrigida – elas moravam em São João de Meriti.

A prefeitura de Duque de Caxias também confirmou a morte do paciente de 50 anos. Informou que ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Beira Mar em 26 de junho e dois dias depois foi transferido para a UTI do hospital municipal Doutor Moacyr Rodrigues do Carmo, também em Caxias, onde acabou morrendo em 5 de julho. Segundo a prefeitura, o paciente tinha comorbidades e durante a internação apresentou febre, tosse e falta de ar. A tomografia de tórax apontou que 50% dos pulmões do paciente estavam comprometidos pela doença.

A secretaria estadual de Saúde informou que está monitorando o cenário epidemiológico no Estado, como número de atendimentos em UPAs, taxa de ocupação de leitos e resultado de testes para confirmação da Covid-19. O sequenciamento do coronavírus não é um exame de rotina nem de diagnóstico - é feito como vigilância genômica, para identificar modificações sofridas pelo vírus SARS-CoV-2 no Estado e embasar políticas sanitárias.

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