Richards Santos/Prefeitura do Rio
Richards Santos/Prefeitura do Rio

Rio de Janeiro segue em estágio de crise; Avenida Niemeyer foi reaberta e opera em 'pare e siga'

Chuvas nesta sexta-feira causaram deslizamentos de terra e fecharam vias para o tráfego; Túnel Rafael Mascarenhas deve ser liberado ainda hoje. Previsão é de chuva para este sábado

Pedro Prata, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2019 | 09h35

O Rio de Janeiro permanece neste sábado, 18, em estágio de crise depois que uma estrutura de concreto do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, que liga a Gávea a São Conrado, desabou. A cidade tem previsão de chuva forte para a tarde de hoje.

Equipes da prefeitura do Rio trabalharam durante a madrugada na limpeza e remoção das peças de concreto para liberar a via. Em vídeo publicado pela prefeitura do Rio, o prefeito Marcelo Crivella foi ao túnel nesta manhã e afirmou que a limpeza da via já foi concluída. O trabalho agora será de escoramento de uma coluna e prevenção contra novos deslizamentos de terra da encosta.

A Avenida Niemeyer foi reaberta, por volta das 13h30, após ficar interditada no sentido Leblon. A via opera em "pare e siga"

onde houve deslizamento de terra.

O Túnel Acústico  segue com bloqueios, nos dois sentidos. A CET- Rio recomenda aos motoristas seguir por rotas alternativas, como Grajaú-Jacarepaguá, Linha Amarela ou Alto da Boa Vista. O acesso do Túnel Zuzu Angel continua liberado, pista sentido Lagoa, com desvio para o viaduto Graça Couto e Marquês de São Vicente.

A capital fluminense amanheceu com chuva fraca neste sábado, mas a previsão do tempo para a tarde é de pancadas de chuva moderada a forte. A chuva pode ser muito forte em curtos períodos de tempo e vir acompanhada de raios. A Marinha do Brasil renovou o aviso de ressaca do mar. Ondas de até 2,5 metros podem atingir a orla até as 21h de sábado.

Em abril, o Rio de Janeiro ficou paralisado devido às consequências de fortes chuvas. Ao menos dez pessoas morreram, e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada na Câmara dos Vereadores do Rio.

O presidente da Comissão, Tarcísio Motta (PSOL), afirmou que a Geo-Rio está sem condições de atender as necessidades da cidade. O órgão da Prefeitura é responsável pelo monitoramento e contenção de encostas.

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