Rio deve ficar com 2,4 mil homens da FNS, diz Cabral

Governador do Rio acrescenta que não irá precisar mais de ajuda das Forças Armadas na segurança do Estado

31 Julho 2007 | 14h39

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), recuou no seu pedido de ajuda das Forças Armadas no reforço da segurança do Rio. Ao comemorar o bom resultado do esquema de segurança dos jogos Pan-Americanos, que não contou com a participação ostensiva do Exército, e assegurar que 2.400 homens da Força Nacional de Segurança permanecerão no Rio nos próximos dias, Cabral disse que renovará ao novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, apenas o apoio logístico dos militares em vez de soldados nas ruas.   "Temos que trabalhar com o que é possível. Não adianta ficar numa briga quixotesca com as Forças Armadas e não chegar a lugar nenhum", disse o governador, durante a visita que fez ao escritório da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) no Centro do Rio.   Cabral admitiu que esperava a participação dos militares no patrulhamento em torno de suas unidades militares e entroncamentos de vias federais, como pedira no início do ano, mas afirmou que a promessa do ministro da Justiça, Tarso Genro, de manter no Estado do Rio o reforço de 300 policias rodoviários suprirá essa última necessidade. "Eu não consigo entender porque as Forças Armadas não podem fazer policiamento ostensivo no entorno de suas unidades militares, que são muitas no Rio", queixou-se.   Cabral fez uma avaliação positiva da segurança no Pan e avaliou que as polícias Civil e Militar do Rio, com o apoio dos policiais militares de outros Estados que compõem a Força Nacional, "deram conta do recado". O governador agradeceu o apoio que o Estado vem recebendo do governo federal e de outros estados e cobrou a integração das Forças Armadas nesse esforço. "Está faltando as Forças Armadas nesse processo coletivo de ação da segurança pública, que pode se dar no apoio logístico. Sabemos que as Forças Armadas do Rio têm estrutura para colaborar com esse processo."   O governador disse ter conversado com o presidente Lula por telefone no fim da noite de segunda-feira. Na quinta-feira, ele vai a Brasília, onde será recebido pelo presidente no Palácio do Planalto. Cabral espera encontrar-se com o ministro Jobim ainda esta semana.   Ao lado do secretário nacional de Segurança, Luiz Fernando Corrêa, Cabral informou que apenas os policiais da FNS que cuidavam da segurança dos locais de prova do Pan deixarão o Rio agora, permanecendo, no primeiro momento, 2.400 homens no reforço do policiamento ostensivo na capital. No entanto, Cabral e o secretário não informaram até quando vai essa "primeira fase" e informaram que o efetivo a FNS que permanecerá no Rio até o fim do ano ainda será definido.   Favelas   A Polícia Civil continua nesta terça-feira as operações em favelas iniciadas após os Jogos Pan-Americanos. Na favela Furkuim Mendes, no Jardim América, zona norte do Rio, várias delegacias especializadas da Polícia Civil realizavam uma incursão em busca de um paiol de armas e drogas.   Até as 14h30, apenas duas espingardas, uma granada e 19 munições foram apreendidas. Em Vigário Geral, 20 policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar se preparavam para destruir as três casamatas montadas pelos traficantes locais para impedir invasões de quadrilhas rivais. Até o horário não foram efetuadas prisões nem houve feridos nas ações policiais.   (Com reportagem de Alexandre Rodrigues e Pedro Dantas, do Estadão)   Matéria ampliada às 15h14

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