WILTON JUNIOR/ Estadão
WILTON JUNIOR/ Estadão

Rio ganha orla em corredor cultural

Deque de 340 metros começa ao lado do Museu do Amanhã e fica em área antes restrita

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2016 | 05h00

Os visitantes que lotam há três meses o Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio, terão mais uma opção de lazer em breve. Nas próximas semanas, será inaugurado o segundo trecho da Orla Conde, que margeia a Baía de Guanabara e oferece uma vista única das ilhas da Marinha (Fiscal, das Cobras e das Enxadas) e seus prédios históricos e da Ponte Rio-Niterói. São 340 metros apenas, mas o passeio é especial por ser em uma área jamais explorada pelos cariocas, pois fica dentro de um terreno restrito, pertencente ao 1.º Distrito Naval. 

O trajeto começa ao lado do Museu do Amanhã e segue em direção à Praça Barão de Ladário, rumo à Praça 15. As obras já estão quase concluídas – a inauguração estava prevista para o último domingo, mas atrasou por causa das chuvas recentes. Caminhando pelo deque de madeira de 70 metros de extensão, o visitante poderá apreciar a vista sentindo a brisa da baía. Bancos serão instalados em alguns trechos, para a contemplação da paisagem. 

A região vem renascendo nos últimos três anos. A primeira inauguração, em 2013, foi a do Museu de Arte do Rio (MAR). O público cresceu bastante com a reabertura da Praça Mauá, em setembro de 2015, após quatro anos de obras. E explodiu com o Museu do Amanhã, inaugurado em dezembro. Com o início das operações do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), previsto para os próximos meses, antes da Olimpíada (em agosto), deverá aumentar ainda mais. 

Lotado. A visitação do museu vem batendo recordes. A média de espera na fila para entrar nos dias mais movimentados, sábado e domingo, é de uma hora. Já passaram por seus ambientes 277.190 pessoas. Só no fim de semana de abertura, foram 10 mil por dia. Uma reclamação de quem aguarda na fila é a falta de árvores na Praça Mauá – resultado da opção urbanística por uma esplanada, um terreno amplo e com destaque para os prédios –, demanda atendida pelo novo passeio, com trechos bem sombreados.

A expectativa é de que os visitantes do MAR e do Museu do Amanhã permaneçam na região por mais tempo com a abertura dos novos trechos da Orla Conde. “A praça tornou-se um espaço de ocupação pública impressionante: a população se apoderou dela. Tenho absoluta convicção de que esse vai ser um novo corredor de circulação da cidadania carioca, é uma região que já ‘pegou’”, disse o físico Luiz Alberto Oliveira, curador do Museu do Amanhã. 

O primeiro trecho da orla inaugurado foi o da Praça Mauá. Os últimos serão os que se estendem, de um lado, para a Praça 15 e, de outro, para a Avenida Rodrigues Alves. No total, serão 2,6 quilômetros de área aberta para pedestres, do armazém 8 do porto à Praça da Misericórdia, logo depois da Praça 15. A promessa da prefeitura é de que tudo esteja pronto antes dos Jogos.

Aquário. A vista foi descortinada com a demolição do Elevado da Perimetral, concluída no fim do ano passado. A frente marítima ganhou o nome do ex-prefeito Luiz Paulo Conde (1934-2015), defensor da revitalização da região portuária. Com a abertura do Aquário Marinho do Rio (AquaRio), prevista inicialmente para julho, mas que deverá atrasar, por causa da quarentena dos peixes que povoarão os tanques (oito mil animais de 350 espécies), espera-se que a circulação de pessoas se intensifique.

Outros equipamentos importantes, como o Centro Cultural Branco do Brasil, o Museu Histórico Nacional e o Paço Imperial, integram o corredor cultural

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