Rio investirá R$ 1,7 milhão para recuperar Cristo Redentor

Visitação será mantida durante as obras; reforma, prevista para ser iniciada em janeiro, não passou por licitação

Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo,

10 de dezembro de 2007 | 17h19

O cardeal arcebispo do Rio, dom Eusébio Oscar Scheid, e o secretário de Esportes e Lazer, Eduardo Paes, assinaram nesta segunda-feira, 10, um convênio para reformar o Cristo Redentor. A obra, prevista para ser iniciada em janeiro, e estimada em R$ 1,7 milhão, ainda não passou por licitação. "Não tem licitação porque não há necessidade de licitar. O máximo que podemos fazer é uma consulta em duas ou três firmas para cotar preços, embora o custo da reforma nem seja tão alto assim", disse dom Eusébio, ressaltando que a Igreja Católica não aferirá nenhum lucro material.   Fabio Motta/AE   O secretário Eduardo Paes tentou minimizar a declaração do cardeal arcebispo dizendo que o governo está estudando a melhor forma de escolher a empresa que será responsável pela obra: "Nesse caso temos uma particularidade porque precisamos ter uma empresa especializada. Estamos estudando se será feita através de tomada de preços ou concorrência pública, ou se será caracterizado emergência. Mas posso garantir que tudo será feito de acordo com a lei", afirmou.   Ele ressaltou que, durante as obras, a visitação será mantida. "Algum transtorno sempre vai haver, mas vamos nos esforçar para que seja o mínimo possível". A previsão é a de que a reforma termine em três meses.   Se a obra for feita em caráter emergencial, a lei n.º 8.666 permite a dispensa de licitação. A última vez que a estátua do Cristo passou por uma grande reforma foi há cerca de 10 anos, quando as pedras-sabão passaram por uma lavagem, que ocasionou boa parte das infiltrações que hoje preocupam a Igreja Católica, proprietária do Santuário do Cristo Redentor.   O principal problema da estátua são as infiltrações, que está fazendo com que algumas pedras se soltem, e a deterioração do platô de visitação, feito em granito, e que nunca foi reformado.   O valor total do convênio é de R$ 1,7 milhão, e, segundo Eduardo Paes, 60% foram repassados pelo Ministério do Turismo e 40% virão do governo estadual. A maior parte do investimento será feito em obras de impermeabilização no corpo da imagem e colocação de revestimento externo na cabeça, totalizando 1,6 milhão. Os R$ 105 mil restantes serão para restauração do piso e eliminação de infiltrações.   A necessidade da intervenção foi constatada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A última intervenção no ponto turístico mais visitado no Rio foi a instalação de três elevadores panorâmicos e escadas rolantes, inaugurados no ano passado.     Matéria ampliada às 18h47

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