Rio não considera liberar Uber, como fez São Paulo

Entendimento da prefeitura, que briga pela proibição da Uber, é de que frota de táxis é suficiente para demanda de passageiros

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

10 Maio 2016 | 17h20

RIO - A Secretaria de Transportes da Prefeitura do Rio ratificou que não considera liberar o aplicativo de transporte Uber, diferentemente do que fez São Paulo, que regulamentou o serviço com a instituição do pagamento de outorga ao poder público - inicialmente, R$ 0,10 por quilômetro rodado - e de prestação de informações sobre as viagens.

O secretário Rafael Picciani afirmou nesta terça-feira, 10, que essa medida não está no horizonte “por ora”. O entendimento da prefeitura, que briga na Justiça pela proibição da Uber, por meio da Procuradoria-Geral do Município, é de que a frota carioca é suficiente para a demanda de passageiros.

“Por ora já nos manifestamos. A prefeitura entende que não há necessidade de outro modelo de transporte. Já temos 50 mil taxistas na cidade. É preciso uma lei que regulamente esse serviço”, disse Picciani, que vem manifestando apoio ao posicionamento dos taxistas. Eles rechaçam a Uber por considerar o aplicativo um concorrente desleal.

Para o secretário, se houvesse a necessidade de aumentar a frota, a prioridade deveria ser dada à concessão de um maior número de autonomias de táxis, e não à autorização de serviços de transporte individual por aplicativos. 

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