AFP PHOTO / Yasuyoshi CHIBA
AFP PHOTO / Yasuyoshi CHIBA

Rio reduz pessoas na pista da Sapucaí e exige bafômetro

Medidas de segurança serão adotadas depois que uma mulher morreu e mais 30 pessoas ficaram feridas no último carnaval

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2018 | 00h17

Depois de um ano de acidentes nos desfiles na Marquês de Sapucaí, nos quais uma radialista morreu esmagada por um carro alegórico e mais de 30 pessoas ficaram feridas, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) decidiu reduzir em 40% o número de pessoas na pista. No setor 1, trecho inicial da avenida, o ponto em que a alegoria se chocou contra a grade de proteção da arquibancada será isolado. Os motoristas dos carros passarão pelo teste do bafômetro e terão de apresentar carteira de habilitação nas categorias D ou E, destinadas a quem guia ônibus e veículos articulados.

++ 100 milhões de camisinhas serão distribuídas durante o carnaval

Na início da pista do Setor 1, será pintada uma linha amarela indicando que está proibido ficar parado ali durante as apresentações das escolas. Placas indicarão o veto. Do lado direito, será colocada uma grade. Quem costuma permanecer nestes pontos são profissionais da imprensa que cobrem o evento, bombeiros, integrantes das escolas e da Liesa. Mas há também “penetras” -  foliões que conseguem credenciais para ver de perto a armação dos desfiles.

“Na Fórmula 1, não tem ninguém na pista. Na Sapucaí tem um monte, temos de reduzir. Precisaremos fazer a catequese das pessoas nesse sentido. De qualquer forma, 2017 foi um ano atípico. Em 33 anos de avenida, nunca tinha acontecido”, disse o diretor de carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos. O controle das pessoas na pista será feito pela Liesa.

O público que estiver na arquibancada do setor 1 será orientado a não ficar na grade onde o carro do Paraíso do Tuiuti se chocou em 2017, ao entrar torto na pista. Estava chovendo e o motorista não tinha boa visibilidade da pista. Para este ano, houve uma renovação dos motoristas, segundo o diretor da Liesa.

++ Carnaval não é feriado e quem não for trabalhar pode ter dias descontados 

Outra medida tomada no sentido de aumentar a segurança foi a presença de um engenheiro credenciado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea) nos barracões nos últimos cinco meses, durante o período de confecção dos carros. Antes, eles não participavam de todo o processo.

Houve também uma modificação no sistema de elevadores hidráulicos dos carros que têm mais de um andar. Eles só serão movimentados quando a luz  verde do equipamento estiver acesa, o que indicará que o sistema está travado. No ano passado, um defeito no sistema de segurança do elevador de um carro da Unidos da Tijuca fez com que a estrutura desabasse e os integrantes despencassem. Doze pessoas se feriram.

Técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da Associação Brasileira de Normais Técnicas (ABNT) estão ainda trabalhando junto com as escolas e o Corpo de Bombeiros na confecção de regras que descrevam o que é um carro alegórico, o que hoje é indefinido. Atualmente, cada carnavalesco cria cinco ou seis carros sem que haja parâmetros definidos, e as escolas contratam engenheiros calculistas por conta própria para a segurança de seus integrantes. Essas normas não valerão ainda para este carnaval.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.