Rio tem mais dois policiais mortos vítimas da violência na cidade

Um militar foi atropelado por suspeitos e outro foi morto na noite deste sábado quando bandidos passaram de carro atirando contra pessoas

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2017 | 11h30

RIO - Mais dois policiais militares perderam a vida na noite deste sábado, no Rio de Janeiro, vítimas da violência na cidade do Rio. 

O policial militar Alex Francisco de Carvalho, de 34 anos, foi morto após ser atropelado por dois suspeitos em uma moto, nas imediações de Manguinhos, zona norte do Rio. Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Arará / Mandela, policiais faziam patrulhamento na Avenida Leopoldo Bulhões, uma das principais vias da região, quando abordaram uma motocicleta com dois homens. A dupla não obedeceu a ordem para parar e atropelou o soldado Carvalho.

Os suspeitos tentaram escapar do cerco policial, mas foram capturados pelos demais agentes que atuavam na região. Um homem que passava pelo local ainda tentou roubar a arma do policial e também foi preso.

Carvalho chegou a ser levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Ele trabalhava há cinco na Corporação e deixa um filho.

Os três homens presos - entre eles um adolescente de 17 anos, que dirigia a moto - foram levados para a Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Os criminosos são moradores da favela Rato Molhado, no Complexo do Jacaré. Um deles tinha mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. A motocicleta que a dupla usava era roubada. O enterro de Carvalho será nesta segunda-feira, às 14h30, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Também na noite deste sábado, o policial militar reformado Márcio José Deodato foi assassinado quando bandidos num carro passaram atirando contra pessoas que estavam num bar na Pavuna, zona norte do Rio. 

Uma patrulha do 41º Batalhão de Polícia Militar foi acionada, mas já encontrou Deodato e outro homem mortos. Uma terceira vítima ficou ferida no braço e foi medicada. A polícia ainda não tem a identidade dos criminosos. O caso é investigado pela Divisão de Homicídios.

 

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