Rio tem tumulto entre guardas municipais e vendedores ambulantes

Segundo os camelôs, um tiro disparado por um guarda atingiu uma vendedora; caso não foi confirmado pelas secretarias de saúde

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2014 | 18h37

RIO - Um tumulto entre guardas municipais e camelôs causou o fechamento de lojas e a interdição da rua Uruguaiana, no centro do Rio de Janeiro, em frente ao principal camelódromo da cidade, por volta das 17 horas desta sexta-feira, 19. 

Segundo os camelôs, um tiro disparado por um guarda municipal atingiu uma vendedora ambulante, que teria sido socorrida e levada a um hospital. As secretarias estadual e municipal da Saúde ainda não confirmaram esse caso.

Até as 18 horas, a Guarda Municipal não havia se manifestado sobre o caso. O tumulto ocorre um dia após um camelô ter sido morto por um policial militar em São Paulo.

Segundo o ambulante Bruno Brito, de 36 anos, guardas municipais discutiram com um camelô que trabalha em frente ao camelódromo, na esquina das ruas da Alfândega e Uruguaiana, e passaram a agredi-lo. Outros camelôs intervieram para defender o colega, e o tumulto aumentou. Um guarda teria então atirado na direção dos camelôs, atingindo pelo menos uma mulher.

Diante do tumulto, comerciantes das imediações fecharam as portas de suas lojas, o Metrô fechou um dos acessos à estação Uruguaiana e policiais militares foram enviados ao local para conter atritos.

Às 18 horas, dois quarteirões da rua Uruguaiana continuavam interditados, e dezenas de guardas municipais e policiais militares ocupavam as vias. Nesse horário, milhares de pessoas circulam pela região, próxima à confluência entre as avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, que concentram centenas de empresas e comerciantes no centro da cidade.



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