Jose Lucena / Estadão Conteúdo
Jose Lucena / Estadão Conteúdo

Rodoviários do Rio de Janeiro fazem paralisação nesta segunda

Reivindicações incluem reajuste salarial, plano de saúde e fim da dupla função; Prefeitura afirma que já acionou plano de contingência para monitorar a situação

Paulo Roberto Netto e Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 06h47
Atualizado 11 Junho 2018 | 09h26

RIO -  O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio (Sintraturb Rio), Sebastião José, informou que cinco empresas estão paradas na greve desta segunda-feira, 11. As empresas que deixaram de rodar foram: Ideal, Paranapuã, Real, Redentor, Três Amigos e Barra. 

Segundo o sindicato, essas empresas juntas somam aproximadamente cerca de 4.500 profissionais, que atendem bairros da zona norte, zona sul e zona oeste. Sebastião garantiu que o movimento vai respeitar o que determina a "Lei de Greve", ou seja, deixar entre 20% e 30% da frota rodando.

A categoria reivindica reajuste salarial, plano de saúde, vale-alimentação, vale-refeição e fim de dupla função. Segundo o presidente do sindicato, a estratégia é parar "gradualmente" as empresas. "A insatisfação da categoria com os empresários, que apesar de terem nos garantido que com o aumento das passagens iriam negociar e realizar o pagamento dos atrasados, é muito grande. Dos 10% que pedimos, nos foi oferecido 4%, sendo 2% em junho e mais 2% em novembro. Depois de quase dois anos sem reajuste, isso soa como uma grande brincadeira e desrespeito com a categoria", afirmou.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio afirma que o sistema de ônibus da capital fluminense será afetado e recomenda que usuários se desloquem por trens, metrô, barcas ou VLT. 

 

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A Prefeitura Municipal do Rio afirma que já acionou plano de contingência para monitorar os serviços prestados pelos consórcios e aplicará sanções em casos de irregularidades. Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes garatiu que acompanhará o posicionamento da Justiça do Trabalho sobre a legalidade da greve e acolhimento de liminares para garantir o funcionamento das linhas de ônibus.

"A SMTR esclarece que não mantém relação com as empresas de ônibus individualmente, e sim com os consórcios, que têm obrigação contratual de manter os serviços de forma regular e satisfatória, sem causar prejuízo aos passageiros em caso de paralisação, greve ou fechamento", informa a pasta. "O setor de fiscalização da Secretaria Municipal de Transportes acompanhará a movimentação e aplicará as sanções cabíveis, caso as obrigações contratuais sejam descumpridas"

Sobre as reivindicações dos rodoviários, a pasta afirmou que estas deverão ser negociadas entre empresários e funcionários das empresas de ônibus e que a Secretaria de Transportes não tem ingerência sobre o assunto.

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A Supervia informa que está monitorando o aumento da demanda de usuários por conta da paralisação e reforçará a operação se for necessário.

Manifestações. Em meio à paralisação dos rodoviários, manifestantes realizam bloqueios parciais na pista lateral da Avenida Brasil, em Manguinhos. Há reflexos na Linhas Amarelha. Outro grupo também bloqueia trechos da avenida Dom Helder Câmara, na altura do Jacarezinho. Há retenção no local.

 

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